Como a digitalização acelerou o encolhimento da rede física de bancos no Brasil?
O cenário bancário brasileiro passou por uma reconfiguração profunda na última década. Como destacado em recente reportagem da Folha de S.Paulo, com importante repercussão no Valor Econômico, o país perdeu 37% de suas agências físicas em dez anos.
A questão sobre por que os bancos fecham agências físicas é respondida pela profunda digitalização dos serviços. Para detalhar a complexidade dessa transição, a matéria contou com a análise de Tiago Couto, Managing Director na Peers Consulting + Technology, que trouxe uma visão executiva sobre como o setor pode evoluir mantendo o cliente no centro das decisões.
Impulsionado pela adoção massiva do Pix, o Brasil conta hoje com pouco mais de 14 mil unidades em funcionamento. As technologies móveis, responsáveis por 75% das transações em 2024, aceleraram o encerramento de quase 6.000 agências tradicionais.
O impacto demográfico é expressivo: desde 2015, 638 municípios ficaram desassistidos, deixando 6,9 milhões de pessoas sem acesso físico. Hoje, 2.649 municípios não possuem agências, o equivalente a 48% do total do país. Isso afeta diretamente 19,7 milhões de brasileiros.
O êxodo também deixa marcas no mercado imobiliário urbano, gerando dezenas de grandes imóveis comerciais desocupados nos centros das cidades.