Golpes digitais: Se algo é bom demais para ser verdade, desconfie!

Daniel Redig

Daniel Redig

Tempo de leitura 4 minutos

Categoria Digital

PIX golpes digitais fraudes online
“Em um cenário que o Pix responde por 70% dos crimes financeiros, é importante ter em mente as ferramentas mais comuns utilizadas pelos criminosos”, alertam Daniel Redig e Gustavo Dantas (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

 

Já ouviu falar que “dados são o novo petróleo”? Com a crescente importância dos dados nos dias de hoje e seu papel nas decisões estratégicas das empresas, a privacidade e o cuidado para evitar golpes cibernéticos se tornam pontos de atenção cada vez mais frequentes.

Enquanto várias empresas já se mobilizaram para reforçar a segurança de seus dados, grande parte dos usuários conectados diariamente a serviços online que exigem inclusão de dados sensíveis, ainda não tem a perspectiva de que suas informações podem ser usadas para finalidades ilícitas.

Daniel Redig Peers
Daniel Redig é IT Associate Engagement Manager da Peers Consulting & Technology

 

Caso você use o mesmo e-mail, a mesma senha e username durante anos, com certeza os seus dados já estão dentro de vários arquivos, links e páginas que podem expor suas informações pessoais. Existem diversos vazamentos de sites na internet e provavelmente você deve estar em uma dessas listas.

Até julho de 2022, mais de 5 milhões de golpes financeiros foram detectados, representando mais de mil ataques por hora (levantamento PSafe). Atualmente, mais de 12 milhões de brasileiros já se declararam vítimas de algum tipo de golpe digital¹.

Com golpes das mais diversas formas sendo aplicados, é importante conhecer os principais e as medidas que podem ser tomadas:

 

Golpe do Pix

Em um cenário que o Pix responde por 70% dos crimes financeiros, é importante ter em mente as ferramentas mais comuns utilizadas pelos criminosos:

Roubo de WhatsApp: Criminosos transferem o número do celular da vítima e instalam o WhatsApp em outro aparelho. Também é bem comum que usem a foto da pessoa em outra linha e se passem pelo usuário pedindo dinheiro para a lista de contatos.

Código ou QR Code Falso: Nos casos de pagamento Pix por QR Code, os criminosos adulteram a imagem do código, direcionando o pagamento para outra conta.

Comprovante falso: Os criminosos muitas vezes forjam comprovantes de transferência induzindo a pessoa que está recebendo a acreditar que o pagamento foi realizado com sucesso quando na verdade não foi.

 

 

Site Falsos

Uma tática muito usada pelos criminosos é criar sites com endereços parecidos com os reais (como por exemplo bradezco.com.br), que também tem o conteúdo muito semelhante ao site oficial. Esses endereços são muito utilizados em links enviados por e-mail, SMS ou WhatsApp com mensagens alarmantes como uma promoção imperdível, alguma notificação de bloqueio de conta, atualização cadastral, recadastramento ou algo parecido.

 

Golpes por telefone ou celular

Os golpistas se passam por funcionários de bancos e outras empresas, informando sobre transações suspeitas realizadas com sua conta, cartão ou até mesmo atualização de componentes de segurança. Depois, transferem o telefonema para uma falsa central de atendimento onde são solicitados os seus dados.

 

Boleto adulterado

Muito frequente também, vimos boletos falsos rondando pela internet, de alguma forma os criminosos conseguem capturar dados de pagamentos recorrentes como mensalidade de faculdade ou planos de saúde, criam um boleto falso e enviam para as vítimas com o código de barra alterado. Além dessa modalidade, os golpistas também se passam por colaboradores de instituições financeiras ou outras empresas oferecendo descontos em quitação de financiamento ou outras contas, e enviam um boleto para pagamento falso.

Gustavo Dantas Peers
Gustavo Dantas é IT Consultant da Peers Consulting & Technology

 

Para se proteger dos mais diversos tipos de fraudes, além de estar muito atento às informações e ser bem crítico com o que disponibilizamos, também podemos seguir algumas dicas que farão com que nossa segurança seja cada vez maior:

 

1. Toda senha é pessoal e intransferível. Se alguém acessa algum sistema ou aplicativo com as suas credenciais, o responsável é você. Por isso, nunca compartilhe suas senhas, troque-as periodicamente (de preferência a cada 3 meses), tente não utilizar uma senha única para todos os serviços que acessa e crie senhas complexas (com letras minúsculas e maiúsculas, números e caracteres especiais).

 

2. Confirme sempre a veracidade de informações que recebe (sejam elas por mensagem ou telefone), desconfie de qualquer solicitação minimamente estranha, confirme sempre o remetente da mensagem e, se for uma pessoa desconhecida, fique com os dois pés atrás, seja muito crítico com as informações que coloca online e tome cuidado ao se expor muito em redes sociais.

 

3. Prefira você mesmo digitar o endereço dos sites que deseja acessar do que usar links, procure sempre baixar aplicativos das lojas oficiais como Google Play Store e Apple Store com fabricantes conhecidos e com uma boa avaliação.

 

4. Na hora de fazer alguma transação financeira, faça com calma, cheque todos os dados e só confirme a transação no momento que tiver certeza do que está fazendo.

 

E lembre-se sempre: Se algo é bom demais para ser verdade, desconfie!

 

 

Leia esse artigo também na Coluna da Peers Consulting & Technology na MoneyTimes!

 

¹Fonte: SPC Brasil/Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas.

 

*Daniel Redig é IT Team Leader da Peers Consulting & Technology, e Gustavo Dantas é IT Sr Analyst da Peers Consulting & Technology.

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