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Por Henrique Lourenço, Sr Consultant da Peers Consulting. 

Atualmente, muito tem se falado nas empresas sobre o framework SCRUM. Porém, a maneira de implantação, fora do universo de tech companies e startups, ainda é pouco explicada. A maioria das empresas divulga trabalhar de uma forma ágil, mas o questionamento real é se realmente elas entendem o que está por trás do framework.

Nesse artigo, abordaremos os principais pontos a serem observados ao se utilizar o SCRUM, direcionado ao desenvolvimento de qualquer produto ou serviço, a partir da compreensão de sua origem, conceito, características fundamentais, regras, eventos, valores e papéis.

Entendimento sobre o conceito

O SCRUM tem como base e origem o Manifesto Ágil, criado por 17 signatários e difundido principalmente pelo processo de criação de softwares, após a explosão do fenômeno do surgimento de startups e empresas de tecnologia. O manifesto tem os seguintes fundamentos:

  • Os indivíduos e suas interações, acima de processos e ferramentas;
  • O funcionamento dos produtos, acima de sua documentação abrangente;
  • A colaboração do cliente, acima da negociação e contrato;
  • A capacidade de resposta às mudanças, acima de um plano preestabelecido.

Como definição, o SCRUM não é somente uma técnica, mas um processo ou método definitivo de desenvolvimento. Trata-se de uma estrutura em que é possível empregar vários processos para a evolução do produto, uma forma de resolver problemas complexos, de maneira adaptativa.

Segundo o scrum.org, o Scrum implementa o método científico do empirismo, que substitui uma abordagem algorítmica programada por outra, com base na habilidade das pessoas de se organizar, de lidar com a imprevisibilidade e com a resolução de problemas complexos.

Portanto, sua essência está na formação de times altamente flexíveis e adaptáveis, no qual o conhecimento se dá pela experiência e tomada de decisões, baseado naquilo que é conhecido, no caso, o produto em fase de desenvolvimento.

Para compreender mais sobre o método, é preciso entender seu framework, que se baseia em 5 valores fundamentais, sustentados em 3 pilares:

Os 5 valores do SCRUM:

  • Coragem, para fazer a coisa certa e trabalhar em problemas complexos;
  • Foco no que deve ser feito para alcançar os objetivos;
  • Comprometimento pessoal para buscar os resultados propostos;
  • Respeito mútuo, para que as pessoas se sintam à vontade para questionar e, independentes, se desenvolverem;
  • Abertura, para que todos os stakeholders e o time SCRUM possam, a qualquer momento, adaptar a execução dos processos, desde que o objetivo seja atingido.

Os 3 pilares do SCRUM:

  • Transparência: para que todos saibam, a qualquer momento, o que está sendo feito;
  • Inspeção: durante todo o período que o produto está em desenvolvimento, para que o processo possa ser mudado, se necessário;
  • Adaptabilidade: para que o time se auto gerencie, minimamente, tomando decisões sem necessidade do envolvimento do cliente.

Resumindo, o SCRUM é um framework que busca, a partir de seus pilares e valores, otimizar a produtividade, a flexibilidade e a criatividade das equipes de desenvolvimento auto gerenciáveis, para que, de forma empírica, desenvolvam produtos ou serviços capazes de resolver problemas complexos.

O método na prática

O passo inicial é que, logo no primeiro sprint (espaço de tempo com duração máxima de um mês), seja feita uma análise entre o Product Owner (papel do SCRUM, que consiste em atuar como o facilitador das definições) e o Product Backlog, que representa a lista organizada de características do produto solicitado pelo stakeholder.

Após a criação desta lista de características, o P.O, junto ao time de desenvolvimento, define a classificação de valor delas, priorizando-as (do maior para o menor) em uma lista, geralmente feita em post-its. Após a priorização das funcionalidades a serem entregues pela agregação de valor, essas recebem o nome de incrementos.

Como segundo passo do trabalho, são definidos quais incrementos deverão ser priorizados para entrega no sprint. Nesse momento, também é definido pelo P.O e time de desenvolvimento qual o time-box ou duração do sprint, podendo ser de no máximo um mês, dependendo da complexidade dos incrementos selecionados.

Após essa seleção, se dá início ao Sprint Planning, gerando o Sprint Backlog, que significa o desdobramento das funcionalidades a serem entregues pelo time de desenvolvimento no sprint 1. O Sprint Backlog é totalmente gerenciado pelo time de desenvolvimento, que tem autonomia para adicionar ou remover atividades, contanto que a qualidade do incremento não seja afetada.

A partir deste ponto, o time de desenvolvimento inicia seu trabalho criando, a partir do Sprint Backlog, um quadro de tarefas, agrupando os post-its que contêm as atividades a serem executadas no sprint. Os post-its são organizados em três colunas: To Do (atividades a serem feitas), Doing (atividades em execução) e Done (atividades prontas para validação). Ao longo do sprint, o time movimenta esses post-its para controlar de maneira visual a quantidade de trabalho a ser feita, a velocidade da execução das tarefas e o que está pronto para comparar com o número de tarefas planejadas por dia em um burndown chart.

Todo esse trabalho é acompanhado por outro membro da equipe, que executa o papel de Scrum Master (S.M.), o responsável por promover e atuar como guardião do SCRUM, auxiliando o time na execução do sprint, conforme sua teoria, práticas, valores e regras. Também é responsabilidade do S.M treinar e organizar o time, remover impedimentos para o progresso e auxiliar o time a entregar o maior valor possível no sprint. Para esse acompanhamento, diariamente o SM deve garantir que o time de desenvolvimento esteja fazendo a Daily Scrum, ou seja, a reunião diária (duração máxima de 15 minutos), em que geralmente o time deve estar apto a responder às três perguntas a seguir:

  1. O que foi feito ontem?
  2. O que será feito hoje?
  3. Existe algum impedimento para realizar minhas tarefas?

Daily Scrum – a busca pela maximização do valor final

A Daily Scrum é, portanto, uma reunião de acompanhamento obrigatória para garantir o desenvolvimento do sprint, não podendo ser cancelada.

Após o final de um sprint, é realizado com todos os envolvidos e o stakeholder, uma Sprint Review. Na ocasião, o incremento produzido no sprint é inspecionado São analisadas possíveis alterações do Product Backlog, nas quais os participantes discutem como deverá ser feita o sprint seguinte, sempre em busca da maximização do valor entregue pelo time.

Posteriormente a esta reunião, somente o time SCRUM (P.O, S.M e time de desenvolvimento) deverá fazer a inspeção do último sprint, para que definam melhorias no processo, otimizando assim o próximo, com definições de futuras adaptações e melhorias. A Sprint Retrospective então fecha o ciclo da Sprint e, imediatamente, o P.O poderá dar início à próxima Sprint, com o time de desenvolvimento.

Jeito Peers

Um SCRUM bem executado depende de um time forte, comprometido, no qual a confiança pessoal entre os participantes será fundamental. A Peers possui expertise suficiente em projetos dessa natureza.

Desde o treinamento das equipes em SCRUM, sua implantação e o acompanhamento devido, até que a cultura ágil seja implantada na empresa.

Nossos consultores aplicam o SCRUM de maneira altamente adaptativa ao cliente, criando soluções híbridas, considerando todas as vertentes cruciais, aproveitando-se das melhores práticas, difundindo a cultura ágil e deixando o projeto menos suscetível a erros.

Simples e pragmático. Esse é o jeito Peers de ser.

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