Assessment baseado em CIS Controls e roadmap estratégico transformaram vulnerabilidades críticas em governança resiliente e continuidade operacional no agronegócio.
Empresa do setor agroindustrial em modernização tecnológica sob crescente exposição a riscos cibernéticos
Empresa de médio porte do setor agroindustrial, com atuação regional possuía operação dependente de sistemas críticos que sustentam desde a gestão financeira até a logística e comercialização da produção agrícola.
Nos últimos anos, a organização passou por um processo relevante de modernização tecnológica, incluindo a convivência entre um ERP legado e um ambiente SAP em migração para cloud. Esse cenário ampliou a complexidade do ambiente de TI e, consequentemente, sua superfície de exposição a ameaças cibernéticas cada vez mais sofisticadas, especialmente ransomware e ataques direcionados a cadeias produtivas.
Sem uma visão estruturada de maturidade em segurança da informação e sem priorização clara de riscos, a cooperativa estava potencialmente exposta a interrupções de sistemas críticos, perda de dados sensíveis e paralisações operacionais com impacto direto na confiança dos cooperados e na continuidade do negócio.
Roadmap estruturado de maturidade em cibersegurança com foco em resiliência operacional
Para responder a esse desafio, foi conduzido um assessment aprofundado de cibersegurança com base no framework CIS Controls 8.1, complementado por princípios de arquitetura Zero Trust, permitindo avaliar de forma objetiva o nível de maturidade da organização em:
A análise envolveu a avaliação de 153 controles distribuídos em 18 áreas específicas, proporcionando uma visão clara das lacunas estruturais e da aderência às melhores práticas internacionais. Em paralelo, foram realizados scans autenticados e não autenticados em 25 ativos críticos, incluindo servidores Oracle e ambientes Windows e Linux, permitindo identificar vulnerabilidades técnicas com potencial de impacto direto na operação.
A partir da consolidação dos achados, foram priorizados 34 riscos com base em criticidade operacional e impacto financeiro, estruturando-se um roadmap evolutivo com definição de:
A abordagem adotada buscou equilibrar fortalecimento de controles com viabilidade operacional, reduzindo a superfície de ataque sem comprometer a agilidade do negócio.
Mais do que um diagnóstico técnico, o projeto traduziu vulnerabilidades dispersas em um plano estratégico de evolução, conectando segurança da informação à sustentabilidade financeira e à continuidade da cooperativa.
Resiliência ampliada e risco financeiro tangibilizado como decisão estratégica
O assessment identificou 1.708 vulnerabilidades, permitindo priorizar a remediação em ativos estratégicos e reduzir de forma consistente a exposição a ataques com alto potencial de impacto. O fortalecimento de controles essenciais elevou o nível de maturidade em segurança da informação e estruturou uma base sólida de governança cibernética.
Ao transformar esse risco em um número concreto, a cooperativa passou a tratar cibersegurança como alavanca de proteção financeira e não apenas como despesa tecnológica.
Com o roadmap implementado, a organização saiu de uma postura predominantemente reativa para um modelo estruturado de prevenção e resposta, reduzindo a probabilidade de interrupções prolongadas e fortalecendo a confiança dos cooperados. A segurança passou a sustentar a agenda de modernização tecnológica e crescimento, protegendo a operação em um setor cada vez mais digitalizado e dependente de continuidade operacional.