Bruno Horta, Diretor Executivo e Head of Data & AI da Peers Consulting + Technology, participou da primeira edição do podcast da IC Academy
Neste episódio de estreia, o tema central foi o impacto transformador e os desafios reais da Inteligência Artificial Generativa no cenário empresarial brasileiro. A conversa com Bruno Horta aprofundou-se nos dados de uma pesquisa recente realizada pela Peers em parceria com o MIT Technology Review, revelando por que, apesar da rápida adoção, a maioria das empresas ainda luta para converter pilotos em resultados financeiros mensuráveis.
Assista ao podcast completo em nosso canal no Youtube e descubra como superar o gap de capacitação e preparar sua estratégia para as próximas ondas da revolução da IA!
Do Hype à Realidade: O Paradoxo dos 95%
Apesar dessa adoção massiva, onde vemos a China saltar de 48% para 75% de uso corporativo de IA em apenas um ano, existe um “elefante na sala” que poucos discutem: o retorno sobre o investimento (ROI).
Durante nossa conversa, Bruno trouxe dados exclusivos de uma pesquisa realizada pela Peers publicada pelo MIT Technology Review. O estudo revela um cenário desafiador, indicando que cerca de 95% dos projetos pilotos de IA Generativa não apresentam impacto financeiro mensurável. Ou seja, as empresas estão experimentando e criando provas de conceito, mas a “acabativa” de transformar isso em dinheiro novo ou economia real ainda está distante.
Isso acontece, segundo Horta, por causa do “efeito manada”. Muitas organizações iniciaram suas jornadas movidas pela emoção e pelo medo de ficar para trás, resultando em iniciativas desconectadas da estratégia real do negócio.
A Inteligência Emerge da Coletividade
Antes de falar de estratégia, é preciso entender o poder dessa tecnologia. Durante o papo, Bruno Horta fez uma analogia brilhante para explicar como a IA Generativa funciona: assim como uma abelha sozinha não tem inteligência, mas a colmeia possui uma inteligência coletiva emergente, a IA parte de algo simples (prever a próxima palavra) para criar resultados complexos e revolucionários. Confira esse trecho onde ele explica a “revolução” por trás dos modelos:
Do Hype à Realidade: O Paradoxo dos 95%
Apesar dessa tecnologia revolucionária e da adoção massiva — onde vemos a China saltar de 48% para 75% de uso corporativo em apenas um ano —, existe um “elefante na sala”: o retorno sobre o investimento (ROI).
O estudo da Peers revela um cenário desafiador: cerca de 95% dos projetos pilotos de IA Generativa não apresentam impacto financeiro mensurável. Ou seja, as empresas estão experimentando, mas a “acabativa” de transformar isso em dinheiro novo ainda está distante. Isso acontece, segundo Horta, pelo “efeito manada” e iniciativas desconectadas da estratégia.
As 3 Ondas de Valor: Onde sua empresa está?
Para sair da experimentação eterna, Bruno explica que vivemos um processo de ondas:
- A Onda da Produtividade: O uso mais óbvio (ChatGPT para e-mails). Ganha-se tempo, mas não muda o negócio.
- A Onda da Eficiência e Hiperautomação: Aqui o jogo muda. Saímos do chat para os Agentes de IA, que executam processos complexos (como usar uma calculadora para garantir que a soma 2+2 esteja certa, mitigando alucinações).
- A Onda dos Novos Modelos de Negócio: O estágio final, onde a IA disrupta mercados inteiros.
O Desafio Humano:
Por fim, o alerta fica para as pessoas. A tecnologia cresce de forma exponencial, mas nossa capacidade de aprender é logarítmica. Pois a capacitação gera riscos como o Shadow AI (funcionários usando ferramentas não seguras por falta de opção oficial).
Quer aprofundar nessa discussão estratégica? O episódio completo do podcast da IC Academy com Bruno Horta já está disponível. Se você quer preparar sua empresa para ser “AI Future Ready” assista ao episódio completo no link.