A estreia do programa MLOG Live, promovido pela MundoLogística, trouxe à tona um dos debates mais urgentes do setor: a contradição entre o discurso de inovação e a prática que gera resultados.
Neste episódio de lançamento, o tema central foi o desafio de transformar tecnologias emergentes em eficiência real. Para aprofundar a discussão, o programa convidou Rodrigo Pessotto, Team Leader na Peers Consulting + Technology, que ao lado da executiva de Supply Chain Alice Bernardi e sob a mediação de Christian Presa e Paulo Oliveira, analisou os bastidores de um cenário onde a tecnologia abunda, mas o retorno financeiro ainda é escasso.
A conversa aprofundou-se nos dados de um estudo recente publicado pela MIT Technology Review Brasil em parceria com a Peers, revelando por que, apesar da pressão competitiva, a maioria das empresas ainda luta para converter pilotos em resultados mensuráveis.
Assista ao podcast completo em nosso canal no Youtube e descubra como superar o gap de execução e preparar sua estratégia para as próximas ondas de eficiência!
Hype ou Realidade: O Desafio dos 10%
Apesar da onipresença de termos como IA Generativa, Digital Twins e Torres de Controle nas pautas executivas, existe uma lacuna crítica entre a adoção da ferramenta e o resultado no P&L.
Durante o bate-papo, Rodrigo Pessotto destacou um dado alarmante da pesquisa realizada pela Peers: apenas cerca de 10% das empresas conseguem, de fato, gerar valor com iniciativas de tecnologia. O estudo aponta para um mercado onde muitas organizações falham por iniciarem seus projetos pela escolha da tecnologia (Capex), e não pela necessidade do negócio.
Segundo Pessotto, o grupo seleto que obtém sucesso faz o caminho inverso. Eles identificam a “dor do negócio” primeiro e utilizam a tecnologia apenas como um meio para endereçar esse problema, garantindo que a inovação não seja apenas um “teatro corporativo”, mas uma alavanca de eficiência.
O Erro da Priorização
Antes de falar em algoritmos complexos, é preciso resolver o básico. A discussão evidenciou que tentar digitalizar processos “doentes” ou investir sem clareza do indicador a ser melhorado é o caminho mais rápido para o desperdício de recursos.
Confira esse trecho onde Rodrigo explica a lógica por trás das empresas que conseguem capturar valor de verdade:
Os Pilares da Eficiência Real
Para sair da estatística de falha e garantir que o “futuro” chegue à sua operação, os especialistas desenharam um caminho prático durante a live:
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Começar pela dor: O ponto de partida nunca deve ser a ferramenta, mas sim onde a empresa está perdendo dinheiro ou eficiência.
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Métricas que o C-Level respeita: Abandonar métricas puramente operacionais de vaidade e focar em indicadores que impactam o caixa e o P&L.
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Cultura de falha rápida: Se a empresa diz que nenhum projeto falhou, ela provavelmente não está inovando. O segredo é errar pequeno em POCs (Provas de Conceito), corrigir rápido e escalar apenas o que funciona.
O Gargalo Humano
Por fim, o alerta fica para as pessoas. Existe uma incoerência no mercado: as empresas citam a falta de mão de obra qualificada como um grande entrave, mas o investimento em capacitação muitas vezes é prioridade zero.
Rodrigo reforça que a tecnologia avança exponencialmente e esperar contratar o profissional “pronto” é uma estratégia arriscada. O diferencial competitivo estará na capacidade das empresas de promover a sinergia entre a agilidade das novas gerações e a experiência de negócio dos profissionais seniores.
Quer aprofundar nessa discussão estratégica? O estudo inédito publicado pela MIT Technology Review Brasil em parceria com a Peers Consulting + Technology já está disponível. Se você quer preparar sua empresa para a eficiência real, acesse o material no link.
