O Desafio da Métrica e a Realidade das Empresas
Bruno Horta, Head of Analytics & AI da Peers Consulting + Technology, foi o convidado do programa Sociedade Digital (Jovem Pan) para debater como as companhias estão adotando a Inteligência Artificial e, principalmente, a angústia dos executivos em medir os frutos desse investimento. A conversa girou em torno do estudo realizado pela Peers com a MIT Technology Review Brasil, dissecando por que tantas iniciativas acabam presas no hype e não geram valor estratégico.
Assista ao bate-papo completo em [LINK DO VÍDEO AQUI] e entenda como fugir das armadilhas da adoção desenfreada!
O Purgatório de POCs e a Assimetria dos 10%
Os dados trazidos por Bruno Horta na entrevista são um alerta para o mercado (menos de 5% das empresas conseguem aferir retorno financeiro real sobre os investimentos em IA). O cenário predominante é o que ele chama de “purgatório de POCs” (Provas de Conceito), onde iniciativas isoladas morrem antes de virar produto.
Ainda assim, existe uma assimetria poderosa. Embora cerca de 90% dos casos falhem ou não escalem, os 10% que obtêm sucesso trazem benefícios massivos de produtividade e escala, justificando a necessidade de uma governança estruturada e conectada à estratégia de longo prazo, e não apenas à experimentação.
Da Abelha à Colmeia: A Era dos Agentes de IA
Para desmistificar o funcionamento das LLMs, Bruno Horta utilizou uma analogia perfeita durante o programa. Ele compara o modelo de linguagem a uma abelha (que sozinha possui inteligência limitada a prever a próxima palavra), enquanto a aplicação empresarial robusta seria a colmeia (onde a inteligência emerge da coletividade e da orquestração).
Estamos migrando da simples geração de texto para plataformas de Agentes de IA, onde o sistema combina a criatividade probabilística dos modelos com ferramentas determinísticas (como calculadoras e validadores) para entregar resultados precisos e livres de alucinações.
O Futuro é Logarítmico, não Exponencial
A visão de futuro apresentada por Horta é pragmática. A evolução dos modelos de IA deixou de ser exponencial e passou a ser logarítmica (exige-se cada vez mais energia e computação para ganhos apenas incrementais).
Portanto, as empresas que vencerão essa corrida não são as que esperam pelo “próximo modelo perfeito”, mas as que investem agora em engenharia, plataformização e arquitetura de dados.
Quer preparar sua empresa para sair da experimentação e ir para o resultado? Assista ao episódio completo no link.
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