Os grandes bancos brasileiros (Itaú, Santander e Bradesco) apresentaram seus resultados de 2025 e desenharam estratégias focadas na expansão de rentabilidade, gestão de risco e investimentos massivos em inteligência artificial para otimizar a eficiência operacional em 2026.
O Itaú inicia 2026 focando na expansão de segmentos escaláveis e na preservação da qualidade dos ativos, sustentado por um guidance de crescimento de lucro de 7% a 9% e forte investimento em tecnologia para reduzir o custo de servir.
Em análise publicada na Investing, Alexandre Toledo, Associate Engagement Manager na Peers Consulting + Technology, aponta que o ROE de 24,4% da instituição comprova a eficácia de focar em linhas de maior rentabilidade, como alta renda e programas para PMEs.
“O ganho de eficiência técnica e a velocidade no time to market são barreiras protetoras cruciais contra o avanço da concorrência”, ressalta o especialista.
A estratégia também exige a principalidade em Empresas de menor porte (faturamento até R$ 4,8 milhões), garantindo uma receita mais pulverizada e segura.
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A estratégia do Santander prioriza o crescimento orgânico, com foco exclusivo em extrair valor da base atual de clientes de alta renda e PMEs, descartando novas aquisições para focar na disciplina de capital e rentabilização do portfólio.
Com um lucro líquido recorrente de R$ 4,1 bilhões e ROE de 17,6% no último trimestre, o banco mostra que o direcionamento está gerando frutos. Para Alexandre, a grande alavanca do Santander será a aceleração da captação via novos modelos integrados.
“Trazer recursos de pessoas físicas de alta renda utilizando mecanismos como o Open Finance reduzirá drasticamente o custo da instituição”, avalia.
O plano do banco é alcançar um ROTE acima de 20% até 2028, ancorado na migração de sistemas legados para a nuvem.
O Bradesco acelera os seus investimentos em tecnologia e digitalização do varejo massificado para transformar o seu modelo operacional de ponta a ponta, visando reduzir o seu índice de eficiência de 50% para 40% até o ano de 2028.
Atingindo um ROE de 15,2%, o Bradesco superou o seu custo de capital seis meses antes do planejado na sua tese original. A estratégia envolve crescer em carteiras de crédito com garantias e expandir a atuação em PMEs. A unificação das plataformas e o foco na hiperpersonalização são os próximos passos vitais.
“O aumento de 13,2% na margem financeira mostra recuperação clara, mas a transição de um modelo separado entre front e back office para uma atuação fluida será o verdadeiro teste de fogo para a rentabilidade futura”, destaca o especialista.
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As três instituições convergem na busca por expansão com forte gestão de risco, utilizando inteligência artificial, automação e analytics avançado para escalar operações, personalizar o atendimento e garantir rentabilidade máxima da base de clientes.
Embora os momentos de cada banco sejam diferentes, a rentabilização baseada em dados é a linha mestre do setor. Alexandre Toledo conclui que a sustentabilidade dessas instituições dependerá do equilíbrio perfeito entre governança e inovação.
“O Itaú já impulsiona ganhos passados, o Santander foca na rentabilidade restrita da sua base atual e o Bradesco construindo passo a passo o seu futuro. O sucesso nestes próximos ciclos dependerá da precisão na execução tecnológica e do controle rigoroso das despesas e provisões”, finaliza.
Como a Peers pode ajudar?
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Por que os grandes bancos estão focando em PMEs e clientes de alta renda?
Estes segmentos oferecem maior rentabilidade ajustada ao risco e oportunidades claras de venda cruzada, permitindo um crescimento sustentável das margens financeiras sem comprometer a qualidade dos ativos.
O que significa reduzir o custo de servir no setor bancário?
Trata-se de diminuir as despesas operacionais por meio da digitalização do varejo massificado e da automação de processos de front e back office. Isso permite que os bancos invistam pesadamente em inovação tecnológica sem comprometer os lucros na casa dos bilhões.
Como otimizar a gestão e a arquitetura financeira de grandes operações?
A estruturação de dados, a automação de processos e estratégias claras de alocação de capital são essenciais para transformar custos operacionais em eficiência e retorno financeiro escalável. Conheça nossa atuação em Finanças.