O forte avanço das fintechs e a adesão massiva ao Pix reduziram o faturamento com tarifas bancárias em R$ 1,9 bilhão em 2025. Diante desse cenário, os grandes bancos aceleram a digitalização para cortar custos operacionais e adotam a estratégia da principalidade para rentabilizar clientes através de crédito e investimentos.
A concorrência com as fintechs e o avanço do Pix reduziram o faturamento dos grandes bancos com tarifas em 1,9 bilhão de reais, cenário que exige rápida adaptação estrutural. Em entrevista recente ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, Alexandre Toledo, gerente e especialista do setor bancário da Peers Consulting + Technology, detalhou como as instituições estão lidando com esse desafio.
Na visão de Toledo, os bancos tradicionais continuam apresentando resultados sólidos e mostram forte disposição para investir em tecnologia durante essa transição. A análise do especialista da Peers é corroborada por outros nomes do mercado, como Boanerges Ramos Freire, sócio e presidente da Boanerges & Cia Consultoria, que também observa a mudança de uma abordagem puramente transacional para uma lógica relacional visando serviços de maior valor agregado.
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A resiliência das instituições financeiras, conforme analisado por Alexandre Toledo, passa pela aceleração dos investimentos tecnológicos para melhorar canais digitais e otimizar a rede física, reduzindo significativamente o custo de servir.
É exatamente esse investimento constante em tecnologia, pontuado por Toledo, que viabiliza modelos mais eficientes. Como reforça André Mello, sócio da consultoria Bain & Company, essa queda no custo operacional permite que o banco tenha espaço seguro para reduzir tarifas. Dessa forma, as instituições tradicionais conseguem equilibrar a competição oferecendo a mesma isenção de taxas que popularizou as plataformas financeiras digitais.
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A principalidade ocorre quando o usuário concentra a maior parte de seus negócios e movimentações financeiras em uma única instituição bancária. No contexto das adaptações analisadas por Alexandre Toledo, o desafio central do mercado agora é convencer os clientes a usarem os serviços de forma recorrente.
Ao utilizar a isenção de tarifas como um chamariz atestado pelo levantamento do Broadcast, as instituições financeiras focam na fidelização de longo prazo. Com o cliente engajado no ecossistema digital do banco, a estratégia é abrir mão da receita tarifária inicial para garantir lucros em frentes mais robustas, como o crédito consignado, sustentando o novo modelo de negócios do setor.
Para manter a atratividade e avançar no mercado, os bancos precisam de adaptação tecnológica contínua e da modernização do arcabouço regulatório de tarifas. Alexandre Toledo ressalta que, guardadas as oscilações naturais, os bancos tradicionais têm conseguido fazer essa travessia de modelo com muito sucesso.
Entidades do setor defendem que as regras de tarifas de 2010 sejam revisadas para garantir isonomia regulatória frente às contas de pagamento mais recentes. O foco, alinhado com a visão de solidez tecnológica defendida pela Peers, é estimular a inovação e a melhoria contínua da experiência do usuário, sem que isso signifique onerar o cliente.
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Como a Peers pode ajudar?
A Peers Consulting + Technology apoia empresas e organizações ao longo de toda a jornada, da definição da estratégia até o desenho e a implementação, com soluções especializadas que integram negócios e tecnologia, impulsionando eficiência, crescimento, transformação e conformidade regulatória. Acesse https://peers.com.br/como-fazemos/ e conheça mais sobre como trabalhamos.
Qual foi o impacto numérico da isenção de tarifas bancárias em 2025?
Os quatro maiores bancos do País registraram uma perda consolidada de R$ 1,9 bilhão em suas receitas oriundas de contas correntes, fechando o período em R$ 18,8 bilhões. Isso representa uma queda estrutural de 9,4% em apenas doze meses, evidenciando o impacto dos modelos digitais gratuitos.
Como o Pix afeta a lucratividade das contas bancárias tradicionais?
O sistema instantâneo de pagamentos substituiu em larga escala modalidades tarifadas e lucrativas para os bancos, como a TED. Embora tenha reduzido a receita direta com transferências, essa tecnologia compensou as perdas diminuindo consideravelmente os altos custos de manutenção de softwares de pagamento, além de injetar milhões de novos consumidores no sistema financeiro.
De que forma é possível estruturar a área financeira para enfrentar essas transformações tecnológicas?
Com a compressão contínua das margens puramente transacionais, tornou-se vital para a sobrevivência das instituições investir em otimização operacional de ponta a ponta, adequação regulatória ágil, uso inteligente de dados de consumo e na criação de produtos digitais robustos que promovam a principalidade do cliente em sua jornada bancária. 👉 Conheça nossa atuação em Finanças