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O primeiro movimento para escalar GenAI é estratégico, não tecnológico 

O mercado corporativo vive um momento decisivo. Nunca foi tão fácil acessar ferramentas de ponta, mas nunca foi tão complexo transformar esse acesso em valor de negócio sustentável. 

No nosso diagnóstico de mercado anterior (GenAI: Por que 78% travam no Purgatório dos Pilotos?), revelamos a realidade: a maioria das organizações possui a tecnologia, mas não possui o resultado. 

O passo natural é responder à pergunta central que todo C-Level deve fazer: o que os 22% que lideram o mercado fazem de diferente? A análise da Peers Consulting + Technology, publicada pelo  MIT Technology Review Brasil, mostra que a diferença não está na sofisticação do algoritmo, mas na origem do projeto.  

Sua empresa está presa na experimentação? Baixe nossa análise completa e veja o diagnóstico.

 

As empresas que escalam não começam pela tecnologia; elas começam pela estratégia

O dado mais importante desta etapa confirma essa tese: hoje, apenas 22% das empresas já conseguiram integrar GenAI a sistemas críticos. Essas empresas avançaram porque tratam a GenAI como parte intrínseca do modelo operacional, e não como um experimento isolado. 

 

A estratégia que funciona resolve problemas reais (Case Vivo) 

Adriana Lika, Diretora de Dados e IA da Vivo

Para entender a anatomia de uma estratégia vencedora, olhamos para quem já cruzou o abismo da experimentação. Identificamos um padrão claro de maturidade: as líderes preparam o terreno cultural e técnico antes de tentar escalar. 

Vivo é o exemplo dessa visão estratégica. Em vez de pulverizar ferramentas sem diretrizes, a Vivo tratou a IA como pilar de transformação estrutural.  O primeiro passo foi criar um ambiente seguro e desenvolver times multidisciplinares para garantir que a inovação respeitasse regulações e gerasse valor desde o início.

Adriana Lika, Diretora de Dados e IA da Vivo, explica: 

“Estamos focados em democratizar o acesso à IA dentro da empresa (para moldar o futuro das telecomunicações).”  

A decisão de democratizar é estratégica, não técnica. Ao garantir acesso seguro a toda a organização, a Vivo transforma projetos isolados em engrenagens que sustentam a operação diária e a tomada de decisão. 

 

Por que a estratégia precisa preceder a execução? 

Um erro comum que observamos é a inversão da ordem lógica: empresas contratam a tecnologia antes de definir o problema. Isso gera soluções à procura de um problema. 

A pesquisa da Peers mostra que as líderes fazem o oposto: começam por uma necessidade operacional clara. 

Não é coincidência que 51,8% das empresas consultadas já percebem ganhos reais de produtividade. Esse número reflete foco. Essas empresas direcionaram a IA para resolver gargalos específicos, como automação de backoffice, eficiência comercial e redução de erros logísticos. 

Quando a estratégia define o alvo, a tecnologia acerta. 
Conheça como a Peers integra estratégia, dados e tecnologia para gerar valor com IA.   

 

O Framework Peers: 4 Pilares para a Escala 

A escala da GenAI não depende de atalhos, mas de método. Com base no mapeamento de mercado e na experiência em projetos, a Peers estruturou quatro pilares essenciais. 

1. Clareza de Propósito e Dor 

A primeira pergunta não é qual modelo usar, mas qual dor do negócio a GenAI resolve? Essa resposta define todo o resto. Se a iniciativa não impacta o P&L ou a experiência do cliente, ela não deve ser prioridade. Isso exige uma sólida estratégia de negócios. 

2. Conexão com o Modelo Operacional 

A IA só escala quando está plugada no core. Testes isolados não geram valor corporativo. 

3. Governança como habilitador 

Sem regras claras de segurança, ética e compliance, não existe escala sustentável. 

4. Capacitação Intencional 

O fator humano é decisivo. O case do Banco do Brasil,  com 25 mil colaboradores capacitados, mostra que escala exige formação estruturada. 

Acesse o framework de governança no report completo.

 

O resultado financeiro da estratégia (Case Mitsui) 

Para os céticos, números falam mais alto.  A Mitsui Sumitomo Seguros integrou GenAI ao processo de análise de risco e subscrição. Ao criar uma espinha dorsal clara, registrou um aumento de 92% em negócios fechados.  

Isso não é acaso. É estratégia aplicada com precisão. 

 

Conclusão: O próximo passo para sair da experimentação 

A estratégia é o início da jornada. Ela define se a GenAI será mais um piloto esquecido no Purgatório ou um diferencial competitivo. Se sua empresa está entre os 78% que ainda patinam, o primeiro passo é olhar menos para o código e mais para o negócio. Mas é importante lembrar: estratégia não sobrevive sozinha. Ela precisa de cultura preparada e pessoas prontas. 

No próximo capítulo, mostramos o elemento que separa líderes de seguidores: cultura, capacitação e prontidão organizacional. 

Leia: Pessoas e Cultura em GenAI: por que só capacitação real tira empresas do Purgatório dos Pilotos 

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FAQ – Perguntas Frequentes 

1. Como a Peers pode ajudar?

A Peers Consulting + Technology apoia empresas e organizações ao longo de toda a jornada, da definição da estratégia até o desenho e a implementação, com soluções especializadas que integram negócios e tecnologia, impulsionando eficiência, crescimento, transformação e conformidade regulatória.  

Acesse  https://peers.com.br/como-fazemos/ e conheça mais sobre como trabalhamos. 

2. Por que a maioria das estratégias de IA falha ao tentar escalar?

Nosso estudo mostra que 78% das empresas falham porque invertem a ordem: contratam a tecnologia antes de definir a dor do negócio. A Peers atua corrigindo essa rota, garantindo que a IA responda a uma necessidade real do negócio e não apenas a uma tendência tecnológica. 

3. Como a Peers define onde a IA gera mais ROI na minha empresa?  

Utilizamos um framework proprietário de priorização. Analisamos sua cadeia de valor para identificar gargalos onde a IA trará retorno rápido (como a eficiência operacional) e onde trará vantagem competitiva (como a personalização).   

4. Vocês implementam a tecnologia ou apenas o planejamento?

Nós desenhamos a estratégia, mas também temos braço técnico para apoiar a implementação e a integração com seus sistemas legados. A estratégia só funciona se o modelo operacional (TI, Dados e Processos) estiver preparado para sustentá-la. 

5. Minha empresa já tem pilotos rodando. Como vocês ajudam?

Nosso papel é realizar um diagnóstico de maturidade para identificar gaps nas frentes de Governança, Dados, Cultura e desenhar o roadmap para transformar testes em soluções corporativas robustas que tragam valor para o seu negócio.  

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