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Peers no Gartner CIO 2025: O que Realmente Diferencia Experimentação e Transformação na IA Generativa?

Entre os dias 22 e 24 de setembro, o WTC em São Paulo sediou o Gartner CIO & IT Executive Conference 2025, principal encontro de executivos de tecnologia do Brasil. O tema central das discussões foi como avançar na jornada de Inteligência Artificial, e a Peers apresentou dados e respostas concretas para este desafio.

A participação da empresa se destacou pelo lançamento da pesquisa inédita “IA Generativa no Brasil”, publicada pela MIT Technology Review Brasil em parceria com a Peers Consulting + Technology, que explora os fatores que distinguem a simples experimentação de uma transformação de negócios real.

Neste ambiente de inovação, a Peers marcou uma presença estratégica. Nosso stand 301 funcionou como um hub de conversas, onde aprofundamos os debates sobre os desafios práticos para escalar projetos de dados e IA no cenário corporativo brasileiro. A participação da Peers incluiu um momento especial no dia 24 de setembro, às 11:15, quando Bruno Horta, Head of Analytics & Artificial Intelligence da Peers, subiu ao palco para apresentar os insights da pesquisa.

 

Palestra de Bruno Horta: O Segredo de uma Estratégia de IA Bem-Sucedida

Bruno Horta, Head of Analytics & Artificial Intelligence da Peers, apresentou uma palestra sobre os fatores que distinguem a experimentação da transformação no uso da IA generativa. Com mais de 15 anos de experiência em pesquisa na área computacional e mais de 70 artigos científicos de prestígio internacional publicados, Horta trouxe uma perspectiva aprofundada sobre o tema. A apresentação partiu de um dado global de que 95% das iniciativas com GenAI fracassaram em gerar impacto financeiro mensurável, buscando responder o que foi determinante no sucesso das outras 5%. A resposta, segundo nosso especialista, está na qualidade da integração estratégica. O sucesso não vem de pilotos isolados, mas de uma base sólida. Como a pesquisa aponta,

“o verdadeiro diferencial vem de alinhar GenAI à estratégia e aos objetivos de negócio, não apenas a pilotos isolados.”.

Esse alinhamento se apoia em três pilares indispensáveis:

  • Estratégia Clara: Empresas bem-sucedidas conectam as iniciativas de GenAI diretamente aos objetivos estratégicos do negócio, com métricas de ROI estruturadas e uma visão clara de longo prazo.
  • Capacitação Estruturada: A transformação exige programas contínuos de capacitação e a formação de times multidisciplinares. É preciso criar uma cultura de inovação responsável que permeie toda a organização.
  • Governança Robusta: Frameworks de responsabilidade bem definidos são essenciais para reduzir riscos e ampliar o impacto organizacional. Uma governança forte não é um freio, mas um acelerador que permite que as soluções ganhem escala com confiança.

 

O Estudo: Um Raio-X Inédito da IA Generativa no Brasil

Toda a palestra foi fundamentada nos dados da pesquisa inédita “IA Generativa no Brasil”, publicada pela MIT Technology Review Brasil em parceria com a Peers Consulting + Technology. O estudo, que ouviu 300 executivos de 10 setores no país, oferece o panorama mais completo sobre o estado da arte da GenAI no cenário nacional.

Os principais insights revelam uma jornada com avanços, mas também com desafios estruturais significativos:

  • Objetivos Estratégicos: O principal motor para a adoção é o aumento da produtividade, apontado por 79% dos entrevistados. A pesquisa, no entanto, deixa claro que, embora a jornada comece com ganhos de eficiência,

“é nos usos ligados ao core business que a maturidade realmente se consolida.”.

  • Capacitação: Este é um ponto crítico. Apenas 33% dos executivos “concordam totalmente” que suas empresas estão preparadas para a capacitação em IA. A abordagem mais comum ainda são os treinamentos pontuais ou workshops (58,8%), o que indica uma lacuna na formação contínua e estratégica.
  • Governança: A área segue como um dos principais gargalos na adoção de GenAI. Cerca de 40% das empresas expressam algum grau de discordância sobre possuírem práticas de governança maduras, revelando um estágio ainda inicial.
  • Benefícios e ROI: Os ganhos operacionais já são uma realidade, com 51% percebendo aumento de produtividade. Apesar disso, o ROI positivo ainda é alcançado por apenas 15% das companhias, o que demonstra um foco grande em projetos piloto com escala limitada.
  • Desafios para Escalar: Entre as maiores barreiras estão a falta de um orçamento dedicado (apenas 17,7% possuem ), a qualidade dos dados (30,2% exigem revisão humana obrigatória ) e a resistência cultural interna, enfrentada por um terço das empresas.

 

Conclusão: Da Visão à Geração de Valor Sustentável

A mensagem final deixada pela Peers no Gartner CIO 2025 foi um chamado à ação estratégica. O cenário atual, como a própria pesquisa diagnostica, é de que “ganhos já são visíveis, mas a transformação plena exige romper barreiras estruturais, de talentos a governança.”. Sair do “vale da decepção” da IA Generativa não é uma questão de adotar mais tecnologia, mas de integrá-la de forma mais inteligente.

Para transformar o imenso potencial da IA em resultados de negócio reais e duradouros, é preciso ir além dos pilotos, integrando a tecnologia aos processos centrais, investindo de forma contínua nas pessoas e fortalecendo a governança. A era da experimentação cumpriu seu papel. Agora, o sucesso pertence a quem tiver a clareza e a disciplina para construir, pois afinal:

“O futuro da GenAl não será definido pela velocidade de adoção, mas pela qualidade da integração estratégica.”

Para acessar todos os dados e insights do estudo e entender como as empresas brasileiras estão transformando GenAI em vantagem competitiva, baixe o report completo.

 

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