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Petróleo a US$ 70? O que as empresas precisam saber sobre a nova volatilidade global

A alta do petróleo refere-se ao aumento sustentado ou súbito no valor do barril de óleo bruto, influenciado por tensões geopolíticas e desequilíbrios entre oferta e demanda global. Esse fenômeno gera efeitos assimétricos na economia brasileira, beneficiando o setor de Oil & Gas e a balança comercial no longo prazo, enquanto pressiona custos de frete, combustíveis e a inflação no curto prazo.

Essa análise foi destaque no Valor Econômico, pautada pela visão estratégica de Sergio Henrique Cunha de Albuquerque, Associate Sr Manager na Peers Consulting + Technology.

Leia a matéria na íntegra no Valor Econômico.

 

Qual o impacto da máxima do petróleo no mercado brasileiro?

O cenário atual do mercado de energia global atingiu um ponto de inflexão crítico. Com a cotação do barril atingindo hoje sua máxima desde setembro, o mercado brasileiro enfrenta uma dinâmica de “vetos e ventos” cruzados. Como o Brasil consolidou sua posição como net exporter de petróleo, a valorização da commodity fortalece a balança comercial e amplia a entrada de dólares, elevando a arrecadação governamental por meio de royalties e impostos. No entanto, esses benefícios são estruturais e levam tempo para permear a economia real.

Em contrapartida, os efeitos negativos são imediatos e possuem alta visibilidade política e econômica. O aumento nos preços internacionais é transmitido para a cadeia produtiva nacional através do custo logístico e dos insumos básicos. O petróleo mais caro pressiona diretamente os índices de inflação, o que, por consequência, impacta a curva de juros futura. Esse movimento prejudica setores vitais da economia doméstica, como o varejo e o consumo de bens duráveis, que dependem de estabilidade de preços e taxas de juros atrativas para manter sua tração.

Saiba como a tecnologia e dados podem blindar sua operação de riscos.

Como o setor de Oil & Gas deve reagir tecnicamente a essa volatilidade?

Para mitigar os riscos associados à volatilidade de preços e maximizar os ganhos de oportunidade, as empresas do setor e os grandes consumidores de energia precisam adotar metodologias rigorosas de análise técnica e gestão de suprimentos. A Peers Consulting + Technology identifica que a solução passa por três pilares fundamentais:

  • Otimização de Custos Logísticos: Revisão das matrizes de frete e roteirização para reduzir a exposição direta ao diesel.

  • Gestão de Hedge e Risco: Implementação de mecanismos financeiros para proteger o fluxo de caixa contra picos súbitos de preços derivados de tensões geopolíticas.

  • Eficiência Operacional: Investimento em tecnologias de redução de consumo e diversificação da matriz energética para diminuir a dependência do petróleo.

De acordo com Sergio Albuquerque:

“A alta recente parece muito mais associada a um prêmio geopolítico associado ao aumento das tensões envolvendo Irã e Estados Unidos do que a um movimento cambial ou estrutural imediato.”

 

Quais os riscos de governança e implementação diante desse cenário?

Navegar em um ambiente de preços elevados exige mais do que apenas ajustes financeiros; requer uma governança corporativa robusta e uma visão clara de riscos de implementação. O maior desafio para as empresas brasileiras reside na velocidade do repasse de custos. Decisões de precificação em momentos de estresse geopolítico podem gerar atritos reputacionais e desafios de conformidade, especialmente em setores regulados.

Além disso, a mudança cultural para processos mais eficientes e menos dependentes de derivados de petróleo encontra barreiras na infraestrutura logística do país. A implementação de novos modelos de suprimentos exige integração de sistemas e análise de dados em tempo real para que a tomada de decisão não seja apenas reativa. Sem uma governança que priorize a agilidade analítica, as empresas correm o risco de absorver prejuízos na margem bruta enquanto aguardam a estabilização do mercado.

Veja como evitar rupturas de estoque e proteger sua margem no varejo.

Qual a tendência para o preço do petróleo nos próximos anos?

Ao projetar o cenário para o horizonte de 2026, é necessário separar o ruído geopolítico da tendência estrutural. Embora o risco de agravamento e disrupção na cadeia de abastecimento possa levar o petróleo a superar com folga o patamar de US$ 70 no curto prazo, as forças de oferta tendem a equilibrar o jogo no longo prazo.

Na ausência de uma ruptura efetiva na produção global, espera-se que o mercado entre em uma fase de acomodação. Parte significativa dos analistas projeta que, passados os picos pontuais, o preço do barril busque níveis mais próximos de US$ 60 nos próximos dois anos. A desvalorização gradual do dólar pode funcionar como um “vento de cauda” para as commodities, mas o fundamento central para a estabilização será a capacidade de oferta global em responder à demanda sem as pressões das tensões no Oriente Médio.

FAQ – Perguntas Frequentes

Por que a alta do petróleo gera efeitos distintos na economia?

A dor central é a imprevisibilidade de margens. Embora o Brasil seja exportador, o repasse nos combustíveis gera inflação imediata e pressiona a curva de juros. A cura da Peers é a antecipação por Cenários Econômicos, protegendo o fluxo de caixa contra a volatilidade do barril.

Como os dados ajudam a prever a volatilidade do barril?

Decisões baseadas em picos pontuais causam compras ineficientes. A Peers resolve isso com Análise Preditiva e modelos de Hedge e Risco, separando o ruído das tensões geopolíticas dos fundamentos reais de oferta e demanda.

Quais os riscos de governança diante da flutuação de preços?

A lentidão no Repasse de Custos corrói a lucratividade. A Peers estrutura Frameworks de Governança que garantem agilidade analítica e conformidade em setores regulados, transformando dados técnicos em decisões rápidas de precificação.

Por onde começar uma estratégia de mitigação energética?

O erro é focar apenas em cortes superficiais. A Peers atua na revisão da Malha Logística e na Matriz de Priorização de projetos de eficiência, reduzindo a dependência direta de derivados de petróleo no longo prazo.

A Peers realiza a implementação técnica das estratégias?

Sim, atuamos no modelo End-to-End. Não entregamos apenas o diagnóstico, mas acompanhamos a Execução Estratégica e a gestão da mudança para garantir resultados reais. Entre em contato com nossos especialistas.

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