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Capacitação em IA Generativa: como pessoas e cultura tiram empresas do Purgatório dos Pilotos

Tecnologia não garante escala. Pessoas garantem. E essa é a tese central deste capítulo da nossa pesquisa. Se a estratégia define o norte, são os colaboradores que movem a tecnologia da experimentação para o impacto real no negócio.  

Nos artigos anteriores da série, diagnosticamos o (GenAI: Por que 78% travam no Purgatório dos Pilotos?) e mostramos como desenhar uma (O primeiro movimento para escalar GenAI é estratégico, não tecnológico). Agora, os dados da pesquisa da Peers Consulting + Technology publicada pelo MIT Technology Review Brasil nos levam ao próximo nível de profundidade: a maturidade em GenAI está diretamente ligada à maturidade cultural. 

O cenário atual evidencia lacunas de capacitação que impactam diretamente a capacidade das empresas de escalar a GenAI. Os dados da pesquisa mostram que, apesar do avanço no acesso à tecnologia, muitas organizações ainda não estruturaram seus times para sustentar a adoção em nível corporativo: 

  • 20% das empresas não possuem nenhuma iniciativa estruturada de treinamento em IA. 
  • 40,2% concordam apenas parcialmente que estão preparadas para capacitar seus times. 
  • 78% ainda não conseguiram integrar GenAI ao core do negócio, muitas vezes limitadas pelo nível de letramento digital das equipes. 

Fica claro que as empresas que seguiram outro caminho, transformando a cultura em vantagem competitiva mensurável, estão se destacando. 

Sua empresa está presa na experimentação? Baixe nossa análise completa e veja o diagnóstico 

 

O caso que definiu o novo padrão de capacitação: Banco do Brasil 

Entre os cases avaliados na pesquisa, o Banco do Brasil se destaca pela escala cultural construída em torno da GenAI. A instituição não tratou a IA como um tema de especialistas, mas como uma linguagem corporativa acessível. 

O banco preparou 25 mil colaboradores e certificou 5 mil profissionais em tempo recorde. O foco foi capacitar quem entende do negócio para usar a ferramenta, criando uma força de trabalho híbrida e potente. 

Giuliane Paulista, Head de Governança, Cultura e Estratégia de IA, resume a lógica dessa operação: 

“Vamos democratizando o conhecimento e o acesso às ferramentas, colocando mais gente pronta para esse novo mundo.” 

Esse movimento evidencia um ponto central do estudo: GenAI não escala onde poucos dominam a tecnologia. Ela escala quando toda a organização tem acesso, entendimento e autonomia para utilizá-la.

 

Cultura preparada reduz falhas e acelera aprendizado (Case Energisa) 

Energisa é outro destaque da pesquisa por avançar na integração de GenAI em larga escala ao fortalecer os fundamentos culturais. 

O vice-presidente de Tecnologia, Gustavo Valfre, alerta que muitos fracassos de mercado acontecem por falta de atenção ao básico cultural. Sua fala sintetiza a visão da Peers: sem uma sólida gestão da mudança  a tecnologia falha onde deveria acelerar. 

Mas como transformar essa prontidão cultural em resultado financeiro tangível? É aqui que a equação se fecha. 

 

A Anatomia de uma Cultura Preparada para o ROI 

 Os casos mais avançados do estudo reforçam que o retorno sobre o Investimento em IA é, antes de tudo, humano. Não adianta ter o algoritmo perfeito se a ponta não o utiliza para tomar decisões melhores. A adoção e a fluência das equipes são o que destravam eficiência operacional e crescimento de receita. 

Observamos esse padrão em diversos setores: 

  • Heineken: Atingiu produtividade em escala porque preparou a cultura para o uso consistente de IA na operação diária. A empresa não usa a tecnologia apenas para tarefas simples, mas aplica IA em operações de vendas, forecasting de demanda e personalização automatizada, garantindo que a inteligência de dados permeie a tomada de decisão na ponta. 
  • Vivo: Transformou a democratização interna em princípio estratégico. Ao garantir que todos os times possam escalar projetos com segurança, a Vivo descentralizou a inovação. 
  • Grupo Fleury: A personalização que impacta a receita só foi possível porque a capacitação técnica acompanhou a ambição estratégica. 

Em todos esses casos, a tecnologia foi menos determinante para o sucesso do que a prontidão da equipe para usá-la. 

Conheça como a Peers integra estratégia, dados e tecnologia para gerar valor com IA.   

 

O que a Peers recomenda para construir essa cultura 

Nosso mapeamento de mercado mostra que a cultura de GenAI nasce com quatro movimentos coordenados: 

  1. Democratização do Acesso: assim como Banco do Brasil e Vivo, é preciso distribuir entendimento e reduzir barreiras de entrada. 
  1. Segurança Psicológica (Sandbox Cultural): criar ambientes onde os times saibam que errar é parte do aprendizado e do avanço tecnológico. 
  1. Trilhas Contínuas: capacitação não é evento, é rotina. Substituir treinamentos pontuais por trilhas de upskilling constantes. 
  1. Conexão com a Estratégia: a cultura só sustenta escala quando conversa com o modelo de negócio e com a governança. 

 

Conclusão: GenAI só escala onde as pessoas escalam 

A GenAI não é freada pela falta de tecnologia. É freada pela falta de cultura, preparo e entendimento. 

As empresas líderes da pesquisa deixaram isso claro: escalar GenAI depende de gente capaz de operar, adaptar e evoluir a tecnologia com autonomia. No fim, GenAI não é sobre máquinas mais inteligentes, mas sobre organizações mais preparadas. 

Agora que você tem a Estratégia e as Pessoas, falta apenas uma peça para fechar a tríade da maturidade: o trilho que garante que essa inovação não saia do controle. 

No próximo capítulo, vamos mostrar como a governança atua como acelerador, e não como bloqueio. 

Leia o próximo capítulo da série: Governança de IA: o freio que na verdade acelera a inovação 

 

BAIXE O ESTUDO COMPLETO PARA VER COMO AS LÍDERES ESTRUTURARAM SUAS JORNADAS

 

Perguntas Frequentes (FAQ) 

  1. Como a Peers pode ajudar?

A Peers Consulting + Technology apoia empresas e organizações ao longo de toda a jornada, da definição da estratégia até o desenho e a implementação, com soluções especializadas que integram negócios e tecnologia, impulsionando eficiência, crescimento, transformação e conformidade regulatória.  

Acesse  https://peers.com.br/como-fazemos/ e conheça mais sobre como trabalhamos. 
  1. Por que treinamentos pontuais de IA não geram resultado?

Workshops isolados geram curiosidade, mas não competência. Para sair do Purgatório dos Pilotos, a Peers implementa trilhas contínuas de upskilling conectadas às dores reais do negócio. 

  1. Como a Peers atua para vencer a resistência cultural à IA?  

 Atuamos na raiz do problema, transformando a percepção da IA de ameaça em alavanca de produtividade, por meio de ambientes seguros de experimentação. 

  1. Minha empresa precisa contratar novos talentos ou capacitar os atuais?

 O case do Banco do Brasil mostra que o upskilling interno é o caminho mais eficiente. A Peers ajuda a mapear gaps e estruturar programas de capacitação alinhados ao negócio. 

  1. A Peers implementa apenas a tecnologia ou também a cultura?  

Entendemos que a tecnologia é a ferramenta, mas a cultura é o sistema operacional. Por isso, entregamos o pacote completo: da escolha do modelo de IA até o plano de comunicação e engajamento que garante a adoção real pelos times. 

  1. Como saber se minha cultura está pronta para escalar aGenAI? 

 Se a IA ainda é usada de forma escondida ou restrita à TI, é sinal de imaturidade. Recomendamos iniciar pelo Diagnóstico de Maturidade para definir o roadmap de capacitação necessário. 

 

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