NR-1 e saúde mental: por que empresas precisam agir agora para reduzir absenteísmo e riscos operacionais
A atualização da NR-1 amplia o papel das empresas na gestão de riscos ocupacionais ao incluir saúde mental e fatores psicossociais como temas formais de monitoramento. A adequação exige ações preventivas, revisão de práticas de liderança, acompanhamento de indicadores e integração da saúde mental à governança de pessoas e riscos.
A NR-1, ou Norma Regulamentadora nº 1, estabelece diretrizes gerais de segurança e saúde no trabalho no Brasil, definindo como empresas devem gerenciar riscos ocupacionais. Com a atualização recente, a NR-1 passa a incluir também a saúde mental e riscos psicossociais, Alexandra Nunes, diretora de Gente e Recursos Humanos da Peers, comenta os impactos para as empresas em entrevista ao O Globo.
A partir da data de vigência da NR-1, empresas de todos os portes passam a monitorar fatores de risco relacionados à saúde mental, incorporando doenças psicossociais como parte das regras de segurança do trabalho. A atualização da norma visa reduzir afastamentos que cresceram mais de 15% em 2025, gerando custo aproximado de R$ 1 bilhão ao INSS.
Segundo Alexandra Nunes, diretora de Gente e Recursos Humanos da Peers, “o grau de complexidade para fazer a gestão é maior em grandes empresas, pelo volume de colaboradores, mas elas possuem times especializados. Já os pequenos têm menos orçamento e expertise em temas de pessoas”.
A norma não determina ações específicas, mas exige que as empresas adotem iniciativas preventivas. Isso inclui:
A implementação consistente desses processos ajuda a reduzir absenteísmo, rotatividade, custos previdenciários e potenciais processos trabalhistas, além de aumentar engajamento e produtividade.
Mais do que ajustes pontuais, a adaptação à NR-1 exige uma visão estratégica da gestão de pessoas. Empresas devem revisar práticas de liderança, ritmo de trabalho, carga e prioridades, alinhando iniciativas preventivas à governança e à sustentabilidade do negócio.
Para apoio na adaptação, empresas podem falar com um consultor da Peers e receber orientação institucional e estruturada sobre como integrar saúde mental e riscos psicossociais ao modelo de gestão.
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