O mercado global de Private Equity (PE) e Venture Capital (VC) atravessa um momento de inflexão decisivo. Após enfrentar retrações influenciadas por taxas de juros elevadas e instabilidade geopolítica, o Brasil sinaliza um movimento de recuperação sustentado pela maturidade do setor e por projeções macroeconômicas mais favoráveis. O tema ganhou destaque no Money Times, que contou com a análise de mercado de Edson Kawabata, Sócio-Diretor de Novos Negócios da Peers Consulting + Technology, sobre como a redução da Selic e a estabilização global desenham um novo horizonte para investidores. A projeção de crescimento de 18% no valor global de transações em 2024 traz um ânimo renovado para o setor.
Leia a cobertura da matéria na íntegra no Money Times.
A seguir, apresentamos nossa análise completa e os dados técnicos que fundamentam as perspectivas para o capital privado no país.
A retomada do crescimento de Private Equity no Brasil
O mercado global de private equity (PE) e venture capital (VC) tem enfrentado retrações sucessivas nos últimos anos, pressionado por fatores como o aumento das taxas de juros nos EUA (+525 bps de março de 2022 a julho de 2023) e crises geopolíticas, como os conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza. Segundo dados da Standard & Poor’s Global Market Intelligence, as transações de PE e VC atingiram os menores valores e volumes globais dos últimos 5 (cinco) anos. O valor transacionado caiu 34,7% em 2023, para US$ 474,1 bilhões, enquanto o volume se reduziu em 31,5%, para 12.016 transações no ano passado.
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Apesar dessa trajetória de queda persistente e dos elevados níveis de incerteza quanto ao crescimento econômico global, há sinais de que o pior pode estar passando e que um processo progressivo de recuperação está em curso. Projeções da Dealogic indicam que o valor global de transações de PE e VC deve crescer 18% em 2024, com saídas de investimentos previstas para atingir um valor 17% superior ao de 2023. Essas perspectivas, embora não eliminem a pressão sobre investidores e gestores de fundos, ao menos trazem um ânimo renovado para enfrentar um mercado mais seletivo e desafiador.
Panorama e perspectivas para PE no Brasil
No Brasil, o mercado de private equity vem ganhando maturidade e se consolidando como uma opção cada vez mais relevante no portfólio de investidores, com a presença crescente de fundos gestores e a evolução das práticas e regulamentação de mecanismos de investimentos.
Como demonstração da consistência deste mercado, um estudo conduzido pela Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), Insper e Spectra sobre o desempenho de investimentos em PE e VC no Brasil mostra que o Multiple on Invested Capital (MOIC) médio foi de 2,9 em USD entre 1994 e 2023, equivalente a uma taxa média de retorno de 25% ao ano. O período médio de permanência (entre a entrada e saída dos fundos) foi de 4, (a) 7 anos, considerando mais de 1.500 operações no período.
Recentemente, o mercado brasileiro apresentou um movimento de retração semelhante ao observado globalmente. Entre janeiro e maio de 2024, os investimentos em private equity no Brasil somaram R$ 5,4 bilhões, uma queda de 19,4% em relação ao mesmo período de 2023, segundo a TRT Data. Desde 2022, a B3 não registra novas listagens de IPOs (ofertas públicas iniciais de ações), algo que não ocorria há mais de duas décadas, prolongando o período de permanência dos ativos nos fundos de private equity e impondo pressão sobre as taxas de retorno, limitando a capacidade para novos investimentos.
Apesar dessa retração, há uma expectativa de retomada do crescimento no horizonte próximo, impulsionada pela redução das taxas de juros e por teses de investimento associadas a movimentos disruptivos e estruturais em larga escala, como a transição da matriz energética, sustentabilidade e inteligência artificial. No Boletim Focus publicado pelo Banco Central em junho, a projeção da taxa SELIC para 2025 é de 9,25%, combinada com um IPCA anual de 3,78%, ambas ligeiramente inferiores às projeções para 2024. Assim, a perspectiva de um cenário macroeconômico mais favorável começa a tomar forma, ainda que com um “otimismo cauteloso”.
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Em relação aos investimentos, teses associadas a (à) tecnologia despertam interesse crescente dos investidores, apesar do perfil de risco mais elevado. Entre 1994 e 2023, investimentos em negócios de tecnologia representaram 52% das transações e apresentaram maior retorno, com MOIC médio de 3,9 (vs. 2,6 em ativos não relacionados à tecnologia). No entanto, 40% dos negócios resultaram em perda total do investimento, enquanto 13% alcançaram MOIC acima de 5x e 8% atingiram MOIC acima de 10x.
No plano regulatório, a Resolução CVM 175 (publicada em outubro de 2023, dispondo sobre constituição, funcionamento e divulgação de informações dos fundos de investimento, além da prestação de serviços para estes) representa um avanço estrutural, ao consolidar e simplificar o arcabouço regulatório dos fundos, substituindo a Instrução CVM 555 e outras 38 normas, reduzindo divergências de interpretação e elevando segurança jurídica, incluindo a normatização de FIPs (Fundos de Investimento em Participações) e FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), mecanismos típicos para captação de recursos.
Em resumo, diante das maiores dificuldades para captação de recursos e saída de investimentos, a pressão sobre retorno se intensifica na diligência na qualificação de negócios e geração de valor nas teses, fundamentos básicos em private equity. O fortalecimento dessas capacidades se mostra essencial na retomada do crescimento de private equity no Brasil e no mundo. nas teses, fundamentos básicos em private equity. O fortalecimento dessas capacidades se mostra essencial na retomada do crescimento de private equity no Brasil e no mundo.
Tem toda razão, amiga! Desculpa a “bobeira”. Se é um material da Peers, o FAQ tem que vender o peixe da consultoria e mostrar como a gente desenrola esses problemas pro cliente.
Aqui está o FAQ ajustado: mantive a primeira obrigatória e reescrevi as outras 4 para focar 100% em solução Peers (como a gente atua na prática para resolver as dores citadas no texto).
Perguntas Frequentes (FAQ)
Como a Peers pode ajudar?
A Peers Consulting + Technology apoia empresas e organizações ao longo de toda a jornada, da definição da estratégia até o desenho e a implementação, com soluções especializadas que integram negócios e tecnologia, impulsionando eficiência, crescimento, transformação e conformidade regulatória.
Acesse https://peers.com.br/como-fazemos/ e conheça mais sobre como trabalhamos.
De que forma a Peers apoia fundos de Private Equity na qualificação de novos negócios?
Nossa atuação vai além da análise financeira tradicional. Realizamos uma Due Diligence estratégica e tecnológica, mapeando riscos operacionais e oportunidades reais de escalabilidade. Ajudamos investidores a validar teses com dados concretos, garantindo que o ativo tenha fit com o portfólio e capacidade de entregar os retornos esperados na retomada do mercado.
Como a consultoria potencializa o retorno (MOIC) em investimentos de tecnologia?
Como somos uma consultoria que integra negócios e tecnologia (“Business + Tech”), conseguimos mitigar os riscos típicos desse setor. Atuamos na implementação de governança de TI, arquitetura de dados e transformação digital das investidas, assegurando que a tecnologia seja uma alavanca de valor (e não um custo), maximizando o potencial de atingir múltiplos de retorno acima da média de mercado.
A Peers atua na preparação de empresas para fusões, aquisições ou adequação regulatória?
Sim. Preparamos empresas para o Go-to-Market e movimentos de M&A, organizando a casa para captar recursos ou atender novas normas (como a CVM 175). Atuamos na estruturação de processos, modelagem financeira e conformidade, elevando a segurança jurídica e a atratividade do negócio para fundos e investidores.
Como a Peers garante a geração de valor (Value Creation) após o investimento?
Após a entrada do fundo, entramos com o escritório de criação de valor (Value Creation Office). Focamos na eficiência operacional, redução de custos e integração cultural (PMI). Nosso objetivo é acelerar a maturidade da gestão da investida para que ela atinja as metas de performance rapidamente, facilitando uma futura saída (exit) com maior rentabilidade.
