Inovação e desafios na oferta de crédito e cobrança no Brasil

Peers Consulting & Technology

Peers Consulting & Technology

Tempo de leitura 3 minutos

Categoria Finance

Publicado originalmente em Consumidor Moderno
.
.

A desigualdade econômica e as altas taxas de juros levam milhões de brasileiros ao endividamento.

Por outro lado, instituições financeiras têm buscado soluções tecnológicas para equilibrar oferta e demanda em meio a desafios de inadimplência.

.
.

complexidade da estrutura econômica do Brasil tem gerado uma busca por crédito entre milhões de brasileiros anualmente. São muitos os motivos que levam as pessoas aos empréstimos, mas boa parte deles deve-se à desigualdade social do País, às elevadas taxas de juros e à necessidade do sustento de itens básicos, como água, luz, gás e alimentação. Embora a demanda por crédito tenha diminuído em 9,1% em 2023, marcando o menor percentual da série histórica do Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito da Serasa Experian, a busca por recursos financeiros é uma realidade, que gera um ciclo vicioso de endividamento e dificuldade em equilibrar as contas.  

Trazendo uma perspectiva dos últimos cinco anos, o volume de inadimplentes saltou de 59,3 milhões em janeiro de 2018 para 70,1 milhões de pessoas em janeiro de 2023, um novo recorde. Tão impactante quanto o crescimento do volume de inadimplentes é o valor médio das dívidas. Hoje, cada inadimplente deve, em média, R$ 4.612,30 – um crescimento de 19% em relação a janeiro de 2018, quando o valor era de R$ 3.926,40, de acordo com dados da Serasa.

Dados mais recentes, de 2024, apontam um leve aumento no número de inadimplentes. Em janeiro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior, a quantidade de brasileiros adultos negativados aumentou para quatro em cada dez, representando um crescimento de 3,78% no indicador da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Somam-se mais de R$ 290 bilhões fora do circuito do consumo – número que compromete a estabilidade financeira do País.

 O consumidor brasileiro, muitas vezes, inicia sua vida financeira cheio de dívidas, uma vez que as oportunidades de acesso ao crédito são escassas ou se apresentam com taxas de juros muito elevadas, como o crédito rotativo. Esse cenário contribui para o ciclo de endividamento ou, em casos extremos, para o superendividamento.

.

.

Panorama do endividamento familiar

O endividamento das famílias brasileiras é um tema de grande relevância econômica e social, o que impacta não apenas as condições financeiras individuais, mas também o contexto macroeconômico do País. O panorama do endividamento familiar no Brasil mostra uma complexa interação entre diferentes formas de crédito, com destaque para o crédito imobiliário, consignado, de veículos e não consignado, que juntos representam 86,3% do total das dívidas das famílias. O uso do rotativo representa 2,4% do endividamento das famílias, de acordo com o levantamento da Abecs, associação que representa a indústria de meios eletrônicos de pagamento.

Já o uso do cartão de crédito, um dos principais instrumentos financeiros utilizados pelas famílias brasileiras, também merece destaque. No final de 2023, o saldo de crédito do cartão sem juros representou 76,2% do total em comparação com dezembro de 2012, constatando um aumento de 3,23 pontos percentuais no uso do cartão de crédito sem juros, o que reforça uma maior dependência desse tipo de crédito ao longo do tempo.

A inadimplência nos segmentos de cartões de crédito é uma preocupação constante para as instituições financeiras e também para as famílias. No entanto, no segundo semestre de 2023, houve quedas sistemáticas na taxa de inadimplência de cartões, resultando em 7,5% em dezembro, ou seja, uma redução de 0,4 pontos percentuais em comparação com o mesmo período do ano anterior, sinalizando uma melhoria na capacidade de pagamento dos consumidores de cartões de crédito.

.

.

Leia a matéria na íntegra clicando aqui

Voltar para todos os artigos