Resultados Reais em GenAI: como transformar eficiência operacional em vantagem competitiva

KEY TAKEAWAYS

  • 82% das empresas já utilizam GenAI para aumentar a produtividade, segundo o estudo citado no texto.
  • A produtividade com GenAI só gera valor real quando está conectada ao P&L e aos indicadores de negócio.
  • Casos como Ambev e Heineken mostram como a tecnologia pode reduzir erros, acelerar decisões e viabilizar personalização em escala.
  • A vantagem competitiva surge quando a eficiência sustenta efetividade, transformação e novos modelos de crescimento.

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A produtividade com GenAI gera vantagem competitiva quando a eficiência operacional deixa de ser apenas ganho de tempo e passa a impactar diretamente o P&L. O valor aparece quando a tecnologia reduz erros, acelera decisões e transforma a operação em motor de crescimento.

Introdução

A produtividade com GenAI gera vantagem competitiva quando a eficiência operacional é conectada diretamente ao P&L, reduz erros e acelera decisões de negócio.

Agora que sua empresa tem estratégia, cultura e governança, os três pilares construídos nos capítulos anteriores, ela está pronta para capturar resultados.

Se você seguiu nossa jornada, já sabe como fugir do Purgatório dos Pilotos ao entender o cenário em Por que 78% travam no Purgatório dos Pilotos, desenhar o caminho em Estratégias que precisam fazer para sair do Purgatório dos Pilotos, preparar o time em Capacitação e IA Generativa: o papel das pessoas e da cultura para sair do Purgatório dos Pilotos e estabelecer segurança em Governança de IA: por que governança define quem escala e quem trava.

Agora, começamos a virada. É o momento em que o investimento sai da linha de despesa e começa a virar resultado no P&L.

Nosso estudo, desenvolvido em parceria com o TEC Institute e publicado pelo MIT Technology Review Brasil, confirma que a busca por resultados imediatos é o grande motor do mercado. Identificamos que 82% das empresas já utilizam GenAI para aumentar a produtividade.

Existe, porém, uma armadilha perigosa nesse número: a eficiência vazia. Acelerar um processo ineficiente não gera valor. Só amplifica o ruído. As empresas líderes entenderam que o segredo não é apenas automatizar, mas transformar a operação.

Esse é o ponto em que a GenAI deixa de ser promessa e passa a mostrar, na prática, onde o valor aparece.

Ambev: quando a automação empodera o negócio

A produtividade com GenAI gera impacto real quando automatiza análises, reduz erros e aumenta a capacidade de decisão dos times.

A Ambev é um dos destaques no grupo de empresas que já colhem ganhos concretos de produtividade, um universo que representa 51,8% do mercado pesquisado.

Mas a companhia não utilizou a IA apenas para redução de custos. O foco foi eficiência operacional aplicada ao negócio, automatizando relatórios e análises complexas, aumentando a precisão dos times e reduzindo erros.

Patrícia Kristman, Diretora de Data and Analytics da Ambev, sintetiza esse impacto:

"Times de negócios aumentam eficiência e reduzem erros com IA. Essa automação é o caminho para reduzir custos, encurtar o ciclo de inovação e entregar experiências mais relevantes."

Além do ganho de velocidade, a produtividade também reduz risco. Processos automatizados aumentam a conformidade, melhoram a rastreabilidade das decisões e elevam a qualidade operacional. É performance que reduz custos, eleva a qualidade e destrava escala.

Heineken: eficiência que financia personalização em escala

A produtividade com GenAI cria vantagem competitiva quando libera recursos para personalização e crescimento de receita.

Enquanto muitas empresas usam IA apenas para cortar custos, as líderes operam em outra frequência. O estudo revela que 65% das empresas maduras já veem resultados ao unir ganho operacional e personalização.

A Heineken comprova isso ao transformar sua área de dados em um centro de geração de valor. A GenAI é usada para otimizar processos internos e sustentar uma estratégia de personalização em escala, processando grandes volumes de dados para entregar a oferta certa para cada perfil de consumidor.

Fábio Criniti, Diretor de Inovação e Analytics da Heineken, resume a visão:

"Personalização em escala com eficiência é a chave para a vantagem competitiva."

Aqui, a tecnologia não serve apenas para reduzir custos, mas para viabilizar novas fontes de receita onde a operação manual jamais alcançaria.

A metodologia de valor: os 3 níveis de resultado

A produtividade com GenAI só gera vantagem competitiva quando evolui além da automação básica.

Para evitar a ineficiência, a Peers Consulting + Technology aplica um framework de valor com três camadas:

  • Nível 1 – Otimizar (Eficiência): Redução de custos, automação de tarefas e ganho de tempo.
  • Nível 2 – Qualificar (Efetividade): Redução de erros, melhoria da qualidade da decisão e velocidade de resposta ao mercado.
  • Nível 3 – Reinventar (Transformação): Personalização em escala, novos modelos de receita e evolução da experiência do cliente.

Sem a otimização do Nível 1, a entrega perde o tempo hábil e o negócio se torna inviável. Contudo, projetos que estacionam apenas aí viram commodity. A vantagem competitiva surge quando essa produtividade sustenta os Níveis 2 e 3.

Conclusão: eficiência é combustível, não destino

A produtividade com GenAI é o primeiro sinal de maturidade, mas não pode ser o objetivo final. Empresas líderes usam eficiência sistêmica como combustível para financiar inovação e crescimento.

Com a operação mais ágil e os custos sob controle, a pergunta decisiva passa a ser: como essa produtividade se traduz em avanço competitivo?

No próximo capítulo, entramos na métrica definitiva: o ROI financeiro direto e o impacto em vendas com GenAI.

Leia o próximo capítulo da série: ROI em GenAI: como a Mitsui Sumitomo aumentou em 92% o fechamento de negócios.

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Perguntas Frequentes

Como a Peers pode ajudar?

A Peers Consulting + Technology apoia empresas ao longo de toda a jornada de transformação com GenAI, da estratégia à implementação, integrando negócios e tecnologia para impulsionar eficiência e crescimento. Acesse o site e conheça mais sobre como trabalhamos.

O indicador real vai além de horas economizadas. Ele envolve redução de erros, aumento de precisão e encurtamento do ciclo de inovação, como no caso da Ambev.

Sim. O caso da Heineken mostra que é possível entregar experiências individualizadas sem aumento de custo marginal.

Indicadores operacionais, como tempo e custo por operação, combinados com métricas de negócio, como conversão e satisfação do cliente.

Para 51,8% das empresas analisadas, sim. O valor estratégico, porém, está na transformação do modelo de negócio.