O ROI em IA Generativa acontece quando a GenAI deixa de atuar apenas na eficiência operacional e passa a impactar diretamente a geração de receita. O caso da Mitsui Sumitomo mostra como a tecnologia pode sair do backoffice e se tornar motor de crescimento, vendas e vantagem competitiva.
O ROI em IA Generativa acontece quando a GenAI deixa de atuar apenas na eficiência operacional e passa a impactar diretamente a geração de receita.
Eficiência operacional é o primeiro ganho da GenAI, mas é o impacto em vendas que separa maturidade de liderança.
Chegamos ao penúltimo capítulo da nossa jornada. Para tirar sua empresa do Purgatório dos Pilotos, nós já:
Agora, o verdadeiro teste de maturidade acontece. É o momento em que a empresa deixa de olhar apenas para a economia de processos e começa a capturar o ROI real, refletido diretamente no crescimento do faturamento.
Muitos projetos morrem justamente nesta fase porque não conseguem sair do campo operacional e gerar impacto estratégico. Nosso estudo, desenvolvido em parceria com o TEC Institute e publicado pelo MIT Technology Review Brasil, confirma o tamanho desse desafio: apenas 15% das grandes empresas alcançam ROI positivo com GenAI.
Esse número é baixo porque muitas organizações permanecem no piloto automático digital. As líderes, por outro lado, usam IA para abrir caminhos de negócio que antes não eram possíveis.
A armadilha mais comum na jornada de IA é a chamada eficiência vazia. Muitas empresas automatizam processos, mas não conseguem transformar esse ganho operacional em crescimento de receita ou impacto estratégico real.
O problema é simples. Aumento de produtividade não é o mesmo que aumento de receita. Quando a IA é usada apenas para cortar custos, sem criar oportunidades, o retorno permanece superficial. O crescimento que justifica investimentos estruturais vem do aumento do top line, não apenas da redução de despesas.
Nossa análise mostra uma diferença clara. Empresas presas à eficiência tratam a IA como ferramenta de backoffice. Já aquelas que alcançam ROI positivo integram a IA ao front office, especialmente em vendas, precificação e subscrição.
A Mitsui Sumitomo Seguros é um dos grandes destaques do estudo. A seguradora enfrentava um desafio clássico. O gargalo humano na análise de risco limitava o volume de vendas.
Em vez de utilizar IA apenas em tarefas administrativas, a Mitsui integrou a GenAI ao coração do negócio, o processo de subscrição.
Clayton Izzo Palandrani, Diretor de Transformação Digital & Inovação da Mitsui Sumitomo Seguros, explica a mudança:
"Estamos criando uma espinha dorsal clara para as análises de risco."
A empresa não apenas eliminou um gargalo operacional. Ao integrar a GenAI às decisões de risco, acelerou a análise de propostas e elevou a qualidade das decisões, permitindo crescimento sem perda de controle.
O resultado foi um aumento de 92% no fechamento de novos negócios. Esse caso mostra que o maior ROI da GenAI não está na redução de pessoas, mas no aumento da capacidade de gerar receita.
Se o resultado da Mitsui é tão claro, por que poucas empresas conseguem replicá-lo? A resposta está na infraestrutura invisível, os dados.
O ROI em IA Generativa depende diretamente de uma Data Foundation estruturada, confiável e integrada ao negócio.
Não é possível gerar inteligência de vendas a partir de dados fragmentados. O estudo aponta que a ausência de uma base sólida de dados é um dos principais bloqueadores de valor.
Tales Rodrigues, executivo de CRM do Banco Pan, resume o problema:
"Dificilmente uma empresa conseguirá extrair valor de Inteligência Artificial sem uma boa fundação de dados."
Para a Peers, essa é uma regra básica. Investir em IA sem investir em dados mantém a empresa presa na experimentação.
Para sair da ineficiência e capturar valor financeiro real, a Peers Consulting + Technology orienta as empresas por três níveis complementares de maturidade:
Empresas que permanecem apenas no primeiro nível tendem a estagnar. O ROI consistente surge quando a IA sustenta crescimento e inovação.
O caso da Mitsui Sumitomo mostra que ROI positivo não nasce de projetos isolados. Ele exige a visão estratégica de colocar a IA no centro das decisões críticas, apoiada por uma base de dados confiável.
Com essa base estratégica, técnica e operacional, a empresa cria as condições para capturar valor diretamente na ponta do negócio.
Para fechar a jornada, é preciso olhar para quem sente esse impacto no dia a dia. No próximo capítulo, mostramos como a GenAI está transformando a experiência do cliente.
Leia o próximo capítulo da série: Experiência do Cliente e GenAI: Como Fleury e Vivo estão redefinindo o atendimento.
Como a Peers pode ajudar?
A Peers Consulting + Technology apoia empresas ao longo de toda a jornada de transformação com GenAI, da estratégia à implementação, integrando negócios e tecnologia para gerar eficiência, crescimento e conformidade regulatória. Acesse o site e conheça mais sobre como trabalhamos.
É possível medir o ROI da GenAI em curto prazo?
Sim. O caso da Mitsui mostra que, quando aplicada em gargalos de receita, a GenAI pode gerar retorno rápido.
Qual o papel dos dados no ROI da Inteligência Artificial?
Os dados são o combustível. Sem uma Data Foundation organizada, a IA não identifica padrões nem gera insights lucrativos.
Por que apenas 15% das empresas têm ROI positivo?
Porque a maioria aplica IA apenas em ganhos marginais de produtividade. As empresas que lucram são aquelas que integraram a IA a processos críticos de vendas, precificação e operação.