Split payment na reforma tributária: o que o adiamento muda para caixa e sistemas

KEY TAKEAWAYS

  • O split payment começa a ser implementado em 2027 e passa a ser obrigatório nas operações entre empresas em 2028.
  • A retenção de IBS e CBS no pagamento altera a dinâmica de capital de giro das empresas.
  • Varejo e operações de alto volume tendem a sentir mais os efeitos sobre caixa.
  • Sistemas, cadastros e contratos precisam ser preparados antes da obrigatoriedade.
  • O novo calendário dá mais tempo para revisar sistemas, contratos, cadastros e planejamento financeiro.

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O adiamento do split payment ampliou o prazo de implementação, mas os impactos sobre caixa, sistemas e operação continuam no horizonte das empresas.

Em reportagem publicada pela EXAME, Guilherme Sales, Executive Director na Peers, analisa como o mecanismo deve afetar principalmente capital de giro, relações com fornecedores e infraestrutura tecnológica.

A cobrança da CBS segue prevista para 2027, enquanto a implementação do split payment será gradual antes de sua obrigatoriedade nas operações entre empresas em 2028.

Como o split payment afeta o caixa das empresas?

Com o split payment, a parcela correspondente a IBS e CBS será separada no momento do pagamento. A empresa passa a receber o valor líquido da transação.

Na prática, isso reduz o período em que o valor destinado aos tributos permanece disponível no caixa.

Segundo Guilherme Sales, “pensando em uma Selic de dois dígitos, sem previsão de voltar ao patamar de um dígito, essa redução do float fiscal vai impactar bastante”.

Esse efeito tende a ser mais relevante em empresas que utilizam esse intervalo como parte do capital de giro.

Entenda mais sobre como o split payment pode afetar o caixa do varejo, principalmente em operações de baixa margem e alto volume.

Por que o varejo pode sentir mais os efeitos?

O varejo combina margens apertadas, alta necessidade de capital de giro e grande volume de transações.

Esse perfil aumenta a exposição às mudanças provocadas pelo split payment, principalmente em empresas que dependem de uma gestão precisa de estoques, preços e pagamentos.

O impacto passa a alcançar decisões sobre:

  • capital de giro;
  • estoques;
  • negociação com fornecedores;
  • política de preços;
  • gestão de créditos tributários.

O estudo da Peers sobre Reforma Tributária no Varejo detalha como os impactos da mudança tributária chegam a Finanças, Supply Chain e pricing.

O que muda para contratos e fornecedores?

O split payment aumenta a importância da situação tributária dos fornecedores e pode exigir revisão de contratos, preços e responsabilidades entre as partes.

Com o novo modelo, o crédito de IBS e CBS passa a depender do efetivo recolhimento do tributo, o que aumenta a necessidade de compreender melhor a situação tributária dos parceiros e revisar responsabilidades previstas em contrato.

Segundo Guilherme Sales, conhecer o resíduo tributário de um fornecedor pode ajudar a avaliar reajustes e ampliar a capacidade de negociação. Mudanças em alíquotas e créditos também podem chegar às negociações comerciais, reforçando a necessidade de maior integração entre as áreas fiscal, financeira, comercial e de compras durante a transição.

Por que sistemas e cadastros precisam entrar na preparação?

O funcionamento do split payment depende da qualidade das informações disponíveis antes da transação.

Cadastro de produtos e serviços, classificação tributária, dados de clientes e fornecedores e integração entre sistemas passam a ter impacto direto sobre o cálculo e a retenção dos tributos.

Empresas que ainda operam com planilhas, cadastros inconsistentes ou sistemas fragmentados podem enfrentar uma adaptação mais complexa.

A preparação tende a envolver:

  • revisão de cadastros;
  • adaptação de ERPs;
  • integração com meios de pagamento;
  • atualização de motores de cálculo;
  • conciliação entre informações fiscais e financeiras.

O que o adiamento muda na preparação?

O novo cronograma oferece mais tempo para adaptação, principalmente em projetos que envolvem tecnologia, contratos, dados e planejamento financeiro.

Esse intervalo pode ser utilizado para simular impactos, revisar processos e definir prioridades antes que o mecanismo passe a fazer parte da rotina operacional.

A preparação para a Reforma Tributária envolve diferentes áreas da empresa. A própria Peers estrutura essa agenda conectando impactos sobre precificação, sistemas, cadeia logística, caixa e margem. Fale com a Peers sobre os impactos da Reforma Tributária no seu negócio.

Perguntas Frequentes

Como a Peers pode ajudar?

A Peers apoia empresas na preparação para a Reforma Tributária, conectando os impactos tributários às decisões de Finanças, Tecnologia, Supply Chain e operação.

A atuação pode envolver diagnóstico, simulação de impactos sobre caixa e resultado, revisão de processos, adequação de sistemas e estruturação do roadmap de implementação. Conheça nossas soluções.

É o mecanismo que separa IBS e CBS no momento do pagamento, direcionando os tributos ao Fisco antes que o valor integral da transação chegue ao caixa da empresa.

A retenção reduz o período em que os recursos correspondentes aos tributos permanecem disponíveis no caixa, alterando a dinâmica de liquidez das empresas.

O prazo maior amplia a janela de preparação. Ajustes em sistemas, cadastros, contratos e planejamento de caixa continuam necessários antes da implementação.