O split payment na Reforma Tributária altera a dinâmica de recebimento das empresas ao prever a retenção automática de tributos no momento do pagamento. A mudança pode impactar diretamente o fluxo de caixa, exigindo revisão de sistemas, processos financeiros, planejamento tributário e governança operacional.
O split payment transforma a forma como empresas recebem pagamentos e recolhem impostos. Hoje, valores pagos pelos clientes entram integralmente na conta da empresa e os tributos são recolhidos posteriormente. Com o novo modelo, os tributos serão retidos automaticamente, e a empresa receberá apenas o valor líquido.
Segundo Guilherme Sales, Diretor Executivo da Peers Consulting + Technology, em entrevista ao InvestNews, essa mudança exigirá ajustes em processos financeiros e contábeis, integração de sistemas e monitoramento rigoroso do fluxo de caixa para evitar impactos inesperados.
Na primeira fase, o split payment será facultativo e aplicado apenas a transações B2B via boleto, Pix ou TED. Pagamentos via cartão de crédito, débito e vouchers não entram nessa etapa inicial. O modelo será expandido posteriormente para todas as transações, inclusive B2C.
O maior desafio será para empresas que utilizam o intervalo entre recebimento e pagamento de tributos como capital de giro informal. Para esses negócios, a retenção automática reduzirá a disponibilidade de caixa, exigindo planejamento mais rigoroso.
Além disso, ajustes em sistemas e processos serão fundamentais para garantir conformidade e governança. A mudança impacta diretamente o planejamento tributário, a previsão de liquidez e a tomada de decisões operacionais.
Para lidar com os impactos do split payment, as empresas devem:
Mais do que ajustes operacionais, essa adaptação deve ser estratégica. Compreender antecipadamente os efeitos do split payment sobre fluxo de caixa, tributos e processos operacionais permite minimizar riscos, otimizar decisões e alinhar a operação às exigências do novo modelo.
Ao mesmo tempo, para aprofundar a análise e ter contexto adicional sobre impactos financeiros, empresas podem consultar a avaliação da Peers sobre o impacto no caixa que o varejo ainda não calculou.
Para receber orientação especializada sobre a transição, fale com um de nossos consultores e obtenha suporte executivo alinhado às necessidades estratégicas do negócio.
Quando o split payment começa a vigorar?
Inicia em 2027, inicialmente facultativo para transações B2B via boleto, Pix ou TED, com expansão futura para todos os pagamentos e B2C.
Todas as empresas do Simples Nacional precisarão adotar?
Não. Apenas aquelas que optarem pelo recolhimento separado de IBS e CBS precisarão aplicar o modelo. Empresas que permanecerem no regime tradicional DAS não terão alterações.
Qual é o impacto principal no caixa?
Os tributos serão retidos automaticamente, reduzindo a disponibilidade de capital de giro entre recebimento e pagamento.
Como as empresas devem se preparar?
Revisando processos financeiros, integrando sistemas, treinando equipes e monitorando fluxo de caixa para garantir governança e conformidade.