Em análise para o Investing, Guilherme Sales, Executive Director da Peers Consulting + Technology, destaca que, em um cenário de capital caro e consumo pressionado, crescer com margem exige mais precisão na alocação de recursos. A eficiência operacional passa a conectar custos, produtividade e capacidade de crescimento em uma mesma agenda.
A eficiência operacional ganhou espaço porque o CFO passou a responder por rentabilidade, capital e crescimento. Em 2025, CFOs ocuparam 10,26% das cadeiras de CEO na Fortune 500 e na S&P 500.
No Brasil, a Selic chegou a 15% ao ano em 2025. No varejo, a participação de categorias com queda nas vendas passou de 20%, em 2024, para 70%, em 2026. Com financiamento mais caro e demanda seletiva, cada real alocado precisa gerar retorno mais claro.
Em um ambiente de capital caro, margem também se perde nas ineficiências que a empresa ainda não consegue enxergar.
O corte linear parte de uma meta de redução. A eficiência operacional investiga os fatores que formam o gasto e busca melhorar a relação entre recurso utilizado e resultado produzido.
Segundo o Gartner, apenas 11% das empresas sustentam cortes por três anos. Uma empresa pode reduzir 15% dos custos e continuar com processos e estruturas pouco produtivos.
Uma agenda de gestão de despesas operacionais precisa observar como o gasto é formado e quais decisões explicam sua evolução.
| Abordagem | Foco | Horizonte | Resultado esperado |
|---|---|---|---|
| Corte linear | Redução imediata | Curto prazo | Alívio sobre despesas |
| Eficiência operacional | Causas do gasto e produtividade | Contínuo | Ganhos recorrentes |
O corte mais rápido pode se tornar a forma mais cara de economizar quando reduz capacidade produtiva e preserva desperdícios.
O diagnóstico começa na DRE e avança para volume, mix, produtividade e capacidade. Esses dados explicam por que determinadas unidades ou áreas consomem mais recursos.
Uma análise consistente pode seguir quatro etapas:
Uma unidade com custo 40% superior ao de outra pode refletir complexidade operacional ou uma distorção corrigível. Metodologias de análise estruturada de custos e despesas ajudam a revisar direcionadores históricos e duplicidades.
As alavancas dependem da economia de cada negócio. Em serviços, folha de pagamento tende a concentrar custos. Na indústria, produção e produtividade ganham peso. No varejo, logística e ocupação costumam ser determinantes.
Entre as principais frentes estão:
A priorização deve combinar impacto financeiro, esforço, risco operacional e prazo de captura. O objetivo é concentrar energia nas iniciativas que protegem margem e liberam recursos para crescimento.
Resultado capturado exige governança. Cada iniciativa precisa ter baseline, meta, responsável, cronograma e regra de comprovação financeira.
Um programa de eficiência para expandir margem EBITDA e capturar ganhos de escala conduzido pela Peers gerou R$ 11,84 milhões em eficiência em 2024, pipeline adicional de R$ 17,6 milhões para 2025 e aumento de 3,7 pontos percentuais na margem EBITDA.
Dados mostram onde agir, a governança sustenta a implementação e os indicadores demonstram quando a melhoria virou resultado financeiro.
Como a Peers pode ajudar?
A Peers apoia CFOs e áreas financeiras na identificação e captura de oportunidades de eficiência, conectando diagnóstico, dados operacionais, otimização de custos, governança e execução.
O que é eficiência operacional?
É a capacidade de utilizar pessoas, processos, capital e tecnologia com maior produtividade, reduzindo desperdícios e ampliando o resultado.
Como reduzir custos sem comprometer o crescimento?
O caminho começa pela identificação dos direcionadores de gasto e de sua relação com receita, volume, mix e produtividade.
Quais indicadores ajudam a medir eficiência operacional?
Margem EBITDA, produtividade, custo por unidade, despesas operacionais, custo de aquisição e captura por iniciativa ajudam a acompanhar eficiência.