Como aumentar a eficiência operacional e preservar margem

KEY TAKEAWAYS

  • Eficiência operacional preserva margem ao eliminar desperdícios e melhorar a alocação de recursos.
  • 56% dos CFOs priorizam otimização de custos em 2026, enquanto 47% também priorizam crescimento.
  • Cortes lineares podem reduzir despesas e manter as causas da ineficiência.
  • DRE, benchmarks e dados operacionais ajudam a localizar oportunidades reais.
  • Governança transforma oportunidades em resultado financeiro capturado.

SEÇÕES
Fechar Menu

Em análise para o Investing, Guilherme Sales, Executive Director da Peers Consulting + Technology, destaca que, em um cenário de capital caro e consumo pressionado, crescer com margem exige mais precisão na alocação de recursos. A eficiência operacional passa a conectar custos, produtividade e capacidade de crescimento em uma mesma agenda.

Por que a eficiência operacional virou prioridade para os CFOs?

A eficiência operacional ganhou espaço porque o CFO passou a responder por rentabilidade, capital e crescimento. Em 2025, CFOs ocuparam 10,26% das cadeiras de CEO na Fortune 500 e na S&P 500.

No Brasil, a Selic chegou a 15% ao ano em 2025. No varejo, a participação de categorias com queda nas vendas passou de 20%, em 2024, para 70%, em 2026. Com financiamento mais caro e demanda seletiva, cada real alocado precisa gerar retorno mais claro.

Em um ambiente de capital caro, margem também se perde nas ineficiências que a empresa ainda não consegue enxergar.

Qual é a diferença entre corte de custos e eficiência operacional?

O corte linear parte de uma meta de redução. A eficiência operacional investiga os fatores que formam o gasto e busca melhorar a relação entre recurso utilizado e resultado produzido.

Segundo o Gartner, apenas 11% das empresas sustentam cortes por três anos. Uma empresa pode reduzir 15% dos custos e continuar com processos e estruturas pouco produtivos.

Uma agenda de gestão de despesas operacionais precisa observar como o gasto é formado e quais decisões explicam sua evolução.

Abordagem Foco Horizonte Resultado esperado
Corte linear Redução imediata Curto prazo Alívio sobre despesas
Eficiência operacional Causas do gasto e produtividade Contínuo Ganhos recorrentes

O corte mais rápido pode se tornar a forma mais cara de economizar quando reduz capacidade produtiva e preserva desperdícios.

Como identificar onde a empresa está perdendo eficiência?

O diagnóstico começa na DRE e avança para volume, mix, produtividade e capacidade. Esses dados explicam por que determinadas unidades ou áreas consomem mais recursos.

Uma análise consistente pode seguir quatro etapas:

  1. Identificar as linhas de maior impacto financeiro.
  2. Comparar operações equivalentes.
  3. Controlar diferenças de volume, mix e produtividade.
  4. Confrontar os resultados com referências internas e externas.

Uma unidade com custo 40% superior ao de outra pode refletir complexidade operacional ou uma distorção corrigível. Metodologias de análise estruturada de custos e despesas ajudam a revisar direcionadores históricos e duplicidades.

Quais alavancas de eficiência ajudam a melhorar a margem?

As alavancas dependem da economia de cada negócio. Em serviços, folha de pagamento tende a concentrar custos. Na indústria, produção e produtividade ganham peso. No varejo, logística e ocupação costumam ser determinantes.

Entre as principais frentes estão:

  • renegociação de contratos e consolidação de fornecedores;
  • eliminação de estruturas administrativas redundantes;
  • reorganização de processos comerciais;
  • correção de diferenças de produtividade;
  • automação de atividades repetitivas;
  • revisão da alocação de pessoas, tecnologia e capital.

A priorização deve combinar impacto financeiro, esforço, risco operacional e prazo de captura. O objetivo é concentrar energia nas iniciativas que protegem margem e liberam recursos para crescimento.

Como transformar oportunidades de eficiência em resultado capturado?

Resultado capturado exige governança. Cada iniciativa precisa ter baseline, meta, responsável, cronograma e regra de comprovação financeira.

Um programa de eficiência para expandir margem EBITDA e capturar ganhos de escala conduzido pela Peers gerou R$ 11,84 milhões em eficiência em 2024, pipeline adicional de R$ 17,6 milhões para 2025 e aumento de 3,7 pontos percentuais na margem EBITDA.

Dados mostram onde agir, a governança sustenta a implementação e os indicadores demonstram quando a melhoria virou resultado financeiro.

Perguntas Frequentes

Como a Peers pode ajudar?

A Peers apoia CFOs e áreas financeiras na identificação e captura de oportunidades de eficiência, conectando diagnóstico, dados operacionais, otimização de custos, governança e execução.

É a capacidade de utilizar pessoas, processos, capital e tecnologia com maior produtividade, reduzindo desperdícios e ampliando o resultado.

O caminho começa pela identificação dos direcionadores de gasto e de sua relação com receita, volume, mix e produtividade.

Margem EBITDA, produtividade, custo por unidade, despesas operacionais, custo de aquisição e captura por iniciativa ajudam a acompanhar eficiência.

CONHEÇA NOSSO AUTOR

Clique na barra amarela para ver os artigos

ARTIGOS EM DESTAQUE

Clique na barra amarela para voltar aos autores
Guilherme Sales

Guilherme Sales

Executive Director

Diretor Executivo da Peers Consulting & Technology | Líder de Finanças

Fim da Substituição Tributária do ICMS: Simplificação ou Complexidade?
A exclusão da Substituição Tributária (ST) do ICMS no Brasil traz mudanças...
Leia mais →
Reforma Tributária e Educação: Impactos da LC 214/2025 nas Mensalidades
A Lei Complementar nº 214/2025 institui o IVA dual e altera a...
Leia mais →
O Novo Paradigma Tributário para Bancos e Seguradoras
O novo sistema tributário brasileiro não altera apenas as alíquotas, mas redefine...
Leia mais →
Governança em Xeque: A Nova Fronteira da Confiança Corporativa
A integridade dos controles internos e a transparência das informações financeiras consolidaram-se...
Leia mais →